
O “day after” no CDS-PP tem os contornos que a fotografia documenta: unanimidade à volta do líder Lopes da Fonseca. Após um Congresso com o inesperado “afiar de facas” e a reviravolta amplamente comentada, eis que a nova liderança vira a página e sai à rua mostrando que as quezílias já lá vão e que o partido está unido. Rui Barreto, Lopes da Fonseca e Mário Pereira alinhados com a nova direção e até dispensam uns segundos para desfrutar de uma “rockada” que os novos músicos da quadra entoam neste Natal, no largo da Assembleia Legislativa.
Mas o Funchal Notícias sabe que há quem ainda continue a respirar pelas feridas no CDS. Nem tudo são sorrisos para a foto. E que a posição tomada pelo ex-líder do partido, Ricardo Vieira, promete fazer mossa na dinâmica dos populares.
Rui Barreto, uma espécie de “Dom Sebastião do CDS”, também caminha de braço dado com a novel liderança, quando deu a entender durante meses que estava na corrida para a chefia do partido. Preferiu o papel secundário da peça com o argumento de que ainda era novo para chefe.
Mais baralhados ficaram os congressistas e eleitores do CDS. Mas são águas que já lá vão e o que a população espera é que mostrem serviço em defesa do compromisso de quem os elegeu porque as eleições estão à porta e alguém precisa de travar a queda livre do CDS.
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