
Fotos Rui Marote
A questão do alívio fiscal presente neste orçamento da Região para 2016 está a dominar as intervenções do princípio da manhã na Assembleia Regional. Os partidos da oposição consideram que o Governo Regional prometeu um alívio fiscal efectivo que na prática não se vai consubstanciar na medida em que a população foi levada a crer que aconteceria.
Miguel Albuquerque, referiu o deputado do JPP Élvio Sousa, deu a entender que devolveria à população, em alívio fiscal, uma quantia equivalente a 18 milhões de euros. Mas na realidade esse alívio cifrar-se-á em apenas 3 milhões. Já antes Lino Abreu (CDS) fora bastante crítico acerca do prometido alívio fiscal.
Élvio Sousa declarou que o Governo poderia poupar na despesa com as sociedades de desenvolvimento que são autênticos “monumentos mortos na paisagem” e sorvedouros de dinheiro em despesas de funcionamento.
Este orçamento, acusou, é uma “fraude” porque “aquilo que foi prometido à população não está a corresponder à realidade”.
Carlos Rodrigues (PSD) contrariou, por seu turno, dizendo que “o PSD prometeu que baixaria os impostos e baixou”, mas criticou os partidos da oposição por quererem que o alívio fiscal aconteça todo em seis meses, quando o que se prometeu foi que se iniciaria um processo para proceder ao mesmo ao longo de quatro anos. Querer prometer tudo e mais alguma coisa, acusou, é próprio dos partidos que não têm responsabilidades governativas. “A oposição promete este mundo e o outro”, alertou.
Gil Canha (independente) voltou a criticar os governos jardinistas por terem gasto desmedidamente e alimentado grupos económicos, tendo agora de proceder a um “desmame” e constatou “tenebroso” aumento da carga fiscal que tem ocorrido nos últimos anos.
Já o secretário regional das Finanças, Rui Gonçalves, presente no parlamento, respondeu que o alívio fiscal contemplará as famílias mais necessitadas e não as que têm mais rendimentos.

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