Diretor regional de Inovação e Gestão: bons funcionários dependem da atuação das chefias

Carlos Andrade (Foto Educatio-SRE)
Carlos Andrade (Foto Educatio-SRE)

A forma de atuar das chefias é essencial para garantir funcionários autónomos e responsáveis. A observação é de Carlos Andrade, o diretor regional de Inovação e Gestão, em entrevista, esta sexta-feira, à revista digital da Secretaria Regional da Educação ‘Educatio’.

Para o governante, num sistema tão amplo como o da Educação, que abrange mais de 10 mil funcionários na Região, é fundamental que as hierarquias promovam uma atuação equidistante e justa para com todos os colaboradores. “A desigualdade laboral corrói as organizações”, alerta.

Nesta entrevista, o responsável pela nova Direção Regional de Inovação e Gestão (DRIG) apontou a valorização do capital humano como o principal desafio da Educação, no âmbito do projeto de desenvolvimento da própria Região.

Para que tal aconteça, Carlos Andrade defende a manutenção de um quadro de profissionais (docentes e não docentes) estável e em formação contínua.

Sobre o Observatório de Educação da Região Autónoma da Madeira (OERAM), que passa a ser tutelado pela DRIG, o responsável considera-o um instrumento fundamental para as escolas e outros agentes que com elas trabalhem. Esta estrutura permitirá aceder a informação privilegiada fundamental no planeamento e definição de estratégias de grande impacto na comunidade, sobretudo nas áreas ecológica e geográfica.

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Elegendo o sistema educativo como o motor do desenvolvimento, o diretor regional entende que a Educação deve estar coordenada com outros grandes sistemas, nomeadamente a Saúde e os Assuntos Sociais. Isto porque, explica, se não estiverem garantidas condições de alimentação, segurança e saúde dificilmente as crianças e jovens poderão aprender e desenvolver todo o seu potencial.

Atualmente, estima-se que o sistema educativo envolva cerca de 160 mil pessoas, numa Região de 260 mil habitantes, entre funcionários, encarregados de educação e alunos. “Quando as nossas decisões influenciam, no plano geral da ação governativa, um número tão grande de pessoas, a responsabilidade é acrescida”, admite Carlos Andrade.

A DRIG surgiu da orgânica do atual Governo Regional e tem como atribuições administrar e gerir os recursos humanos afetos ao sector da Educação.

Carlos Andrade, um quadro da educação física, com especialidade em motricidade humana, veio do Instituto de Segurança Social da Madeira para substituir Jorge Morgado, que ocupou o cargo de diretor regional de Recursos Humanos e Administração Educativa durante mais de 20 anos.

O Decreto Regulamentar Regional n.º 20/2015/M, publicado no JORAM a 11 de novembro, veio aprovar a nova estrutura orgânica da Secretaria Regional de Educação e do Gabinete do Secretário Regional, cuja novidade é precisamente a Direção Regional de Inovação e Gestão (DRIG). Sob a administração direta da SRE encontram-se ainda a Direção Regional de Educação (DRE), a Direção Regional de Planeamento, Recursos e Infraestruturas (DRPRI), a Direção Regional de Juventude e Desporto (DRJD) e a Inspeção Regional de Educação (IRE). Com administração indireta estão o Instituto para a Qualificação, IP-RAM, e o Conservatório-Escola Profissional das Artes da Madeira –Engº Luiz Peter Clode. A Secretaria Regional de Educação tutela ainda a Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Investigação (ARDITI) e o Pólo Científico e Tecnológico da Madeira.


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