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O “Grita que eu Escuto”, projecto de cariz social do empresário Alan Borges entregou, na semana passada, 200 toalhas e 200 lençóis às Misericórdias da Calheta e de Machico, 100 unidades a cada uma.
As entregas, que vão beneficiar também outras instituições, começaram, na Misericórdia da Calheta, com a provedora Cecília Cachucho a enaltecer o gesto do empresário e a sua importância.
“Está no nosso Plano para 2016 a aquisição de toalhas e de lençóis, com este gesto do Projecto “Grita que eu Escuto”, este já será menos um custo que teremos”, disse a provedora, sublinhando que “uma pessoa que faz isto por iniciativa própria, que tem um projecto destes é de louvar”.
Tendo em conta que a Misericórdia quer passar a ter um Centro de Dia, a Provedora aproveitou ainda a oportunidade para apelar ao empresário para que, na medida do possível, possa contribuir com cadeirões geriátricos para o conforto dos utentes.
Alan Borges respondeu ao pedido da Provedora referindo que, “aos poucos, o Projecto vai identificando as necessidades das instituições e vai tentando dar resposta às mesmas”.

Tendo crescido na rua, o empresário afirma saber muito bem o que é ter um jornal ou um papelão para dormir, de maneira que estes lençóis e toalhas devem servir de “consolo e ser uma forma das pessoas sentirem que têm alguém olhando por elas” e que se preocupa com a sua “dignidade”. Mais uma vez referiu que esta é também “uma forma de retribuir” aquilo que um dia fizeram por ele.
Já Luís Delgado, Provedor da Misericórdia de Machico, sublinhou que os lençóis e toalhas dão “um jeitão”, aliás acrescentou, “tudo aquilo que possa melhorar e optimizar a nossa prestação de serviços em prol da comunidade é sempre bem vindo”. Além disso, “quando as pessoas nos vêm dar coisas que nos ajudam a fazer o que mais gostamos, que é ajudar o nosso semelhante, ainda melhor”. O problema, sublinhou, está naqueles que não pensam assim: ” Infelizmente, da mesma maneira que temos de ajudar o nosso semelhante, temos de lutar contra aqueles que não querem que nós façamos o nosso trabalho.” Neste contexto, salientou aquilo a que chamou “o calor humano desta oferta” que, ainda assim, é o mais importante.
Já Alan Borges salientou que a escolha da Misericórdia de Machico visa precisamente “reconhecer o trabalho do Provedor e a marca que vem deixando em prol do próximo”.
Após reconhecer que os problemas das pessoas vão para além da falta de lençóis ou toalhas, o empresário disse que o Projecto “Grita que eu Escuto” tem procurado ir ao encontro dessas outras necessidades, sempre com a ajuda de técnicos, que identificam os problemas e procuram as melhores soluções”.

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