Rui Gonçalves: Rigoroso nas Finanças públicas e pessoais

Rui Gonçalves
Fotos Rui Marote

ENTREVISTA (PARTE 2). Rigoroso e poupado. É conservador na gestão das poupanças. Não tem ações nem obrigações. Lá em casa, tem as mesmas prudências com os rendimentos do que com as finanças públicas. Assim é Rui Gonçalves, o secretário regional que chegou a fazer “um pouco de tudo” nas camadas jovens do clube 1.º de Maio…até de motorista.

Funchal Notícias: Quem é Rui Gonçalves, para além dos números, dos orçamentos? Tem alguns hobbies?

R.G.: Isso leva-me a pensar naquilo que tem sido a minha vida nos últimos anos. E não tem sido muito para além do trabalho e da dedicação à causa pública. Ainda assim, gosto muito de acompanhar e acompanhei durante muito tempo as camadas jovens do futebol do 1.º de Maio. Era uma coisa que fazia com gosto. Fazia um pouco de tudo, até de motorista. Fazia com gosto porque era uma maneira de estarmos noutra realidade para podermos esquecer os problemas do trabalho. Foi algo que me deu muito gosto. Com o Programa de Ajustamento deixei de conseguir fazer porque era muito trabalho. Não havia fins-de-semana nem feriados. O tempo que estava lá (no 1.º de Maio) era tempo que não estava em casa, com a família que é o alicerce para a nossa atividade e para a nosso equilíbrio. Tento estar o máximo tempo com a família na altura em que não estou ocupado.

Quem é que gere as finanças lá em casa?

R.G.: Não tenho grandes poupanças. Investi numa casa. A gestão das minhas finanças é normal. Sem grandes motivos de interesse.

FN: Mas tem algumas prudências em relação aos investimentos?

R.G.: Obviamente que sim. Não fazia muito sentido eu estar nestas funções a alertar e a fazer uma gestão das finanças públicas ponderadas, com rigor e com responsabilidade e não fazer o mesmo com a minha vida privada. Embora tenha que dizer que tenho mais atenção e acompanho com mais pormenor as contas públicas do que acompanho as minhas contas privadas. A gestão das contas públicas é tão absorvente que estou mais focado no que faço e, muitas vezes, vou descurando a parte privada.

FN: Onde investe o seu dinheiro, em ações, em obrigações?

R.G.: Não tenho grandes poupanças. Não me queixo. Mas sou muito conservador nessa matéria. Não tenho nem ações nem obrigações embora não tenha nada contra quem as tem. Aí tenho um perfil de investidor muito conservador.

FN: Não se mete em investimentos especulativos?

R.G.: Não. Mesmo que tivesse poupanças para fazer isso não o faria porque não é o meu perfil. As minhas poupanças e o meu investimento estão na minha casa.


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