JPP alerta para condições precárias das ajudantes domiciliárias

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O Grupo Parlamentar do Movimento Juntos Pelo Povo (JPP), nos termos dos seus poderes, estatutária e constitucionalmente consagrados, propõe a realização de uma audição parlamentar com a Secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais.

“O JPP pretende que sejam esclarecidas algumas questões relacionadas com as condições de trabalho das funcionárias do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), como forma de salvaguardar a qualidade do apoio social prestado, bem como a integridade física e psicológica das ajudantes domiciliárias”, informou Paulo Alves, esta sexta-feira, 4 de Dezembro, em conferência de imprensa na Assembleia Legislativa da Madeira.

O deputado do JPP sublinha a importância destas trabalhadoras num quadro de envelhecimento, como o que Portugal e a Madeira apresentam: “Há cada vez mais idosos em situação de isolamento, solidão e dependência. Por isso, é também fundamental que as funcionárias que prestam apoio a estes idosos tenham boas condições de trabalho”. E segundo o que o JPP apurou, isso não acontece:

– Cresce a lista de espera de idosos que precisam de apoio domiciliário;
– O número de funcionárias existente não é suficiente para suprir as necessidades;
– As trabalhadoras são obrigadas a cuidar de mais utentes, originando uma sobrecarga de trabalho;
– Está a aumentar o número de funcionárias com atestado médico, sobretudo devido a desgaste físico (trabalhadoras de estatura e peso médio a dar o banho, a transferir de sítio idosos com peso superior a 100 kg);
– Devido ao elevado volume de trabalho, muitas funcionárias não estão a usufruir do merecido descanso;
– Nas zonas rurais, as ajudantes domiciliárias têm de utilizar o carro pessoal para trabalhar e não lhes é ressarcido o devido valor, quer pelo transporte, quer pelo desgaste da viatura;

“É nestas condições precárias que as ajudantes domiciliárias trabalham? O JPP quer que a Secretária Regional com a tutela esclareça a situação e que defina também os acordos atípicos entre o Instituto da Segurança Social e várias Instituições Particulares de Solidariedade Social, para percebermos como está a ser feita a fiscalização de situações como esta”, finalizou o deputado do JPP.

 


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