CDS/M marca Congresso para 19 e 20 de Dezembro

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Os dias 19 e 20 de Dezembro foram as datas escolhidas hoje, no Conselho Regional do CDS-PP, para a realização do seu XV Congresso.

Decorriam ainda esta tarde os trabalhos para a discussão e aprovação do regulamento, quando Lopes da Fonseca fez esta declaração aos jornalistas, sublinhando, por outro lado, que o CDS-PP/Madeira tinha aprovado, por aclamação, um voto de solidariedade para com o povo francês, dada a tragédia ontem ocorrida, com os ataques terroristas que abalaram Paris e o mundo. Outro voto, por aclamação, teve um conteúdo menos dramático: foi um louvor a José Manuel Rodrigues, pelos seus 20 anos de liderança.

“Neste momento continua o debate interno no Conselho Regional sobre o regulamento… o debate está vivo, o CDS está vivo, e é neste momento e desde 2011 o maior partido da oposição. O debate de ideias e o aprofundamento das propostas é de louvar. O que nós não admitimos, e esperemos que não venha a acontecer, é que se substitua o debate de ideias pelos ataques pessoais”, fez questão de dizer Lopes da Fonseca.

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Segundo o porta-voz, o partido sempre respeitou a troca de ideias e as opiniões diferentes, e é nessa base que terá de continuar. O próprio congresso, no qual a liderança estará provavelmente, em disputa, “terá de incidir sobre o debate de ideias para o futuro da Região e do CDS”.

Quanto às candidaturas possíveis, a de Rui Barreto e de João Catanho, foram classificadas de “putativas” por Lopes da Fonseca, por “não estarem consubstanciadas através de nenhuma moção de estratégia global”.

Há tempo para tal, admitiu Lopes da Fonseca, que classificou o CDS como “um partido dinâmico”, sendo louvar se surgirem mais candidaturas.

“Continuamos a ser o partido que é a alternativa ao PSD na Região”, frisou.

Questionado sobre a forma como o CDS-PP-M está a equacionar a melhor forma de se adaptar às possíveis transformações no cenário político nacional, Lopes da Fonseca disse que a política nacional vive tempos conturbados, de incerteza quanto ao futuro, mas o partido na Região está atento às mudanças. “Vamos aguardar o que sr. presidente [da República] vai decidir, porque ainda não é factual que vá indigitar o secretário-geral do Partido Socialista. Vamos aguardar serenamente”.

Através dos seus representantes na Assembleia Legislativa Regional, o CDS/M participará nas reuniões institucionais com o parlamento. “Eventualmente faremos sentir ao sr. presidente a necessidade de termos rapidamente uma solução para o país”.