Everjets foi adquirida por Domingos Névoa

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A Everjets, a companhia que deverá anunciar em breve num “grande evento” a sua entrada nos transportes aéreos entre a Madeira e Lisboa, foi comprada por Domingos Névoa dias antes da assinatura de um concurso de 46 milhões, que está sob investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, segundo refere a imprensa nacional. O jornal Público noticiou ontem que o filho de Domingos Névoa é administrador desta companhia desde Fevereiro.

A Everjets ganhou o concurso para operar e manter os helicópteros pesados do Estado, usados no combate a fogos, durante 4 anos, um concurso que está a ser investigado no âmbito dos vistos gold.

Segundo o Público, a aquisição pelo dono da Bragaparques aconteceu uns dias antes da formalização deste contrato de 46 milhões de euros. O mesmo foi assinado por Ricardo Dias, genro de Domingos Névoa, que assumiu a vice-presidência em Janeiro.

A Everjets respondeu ao Público que a compra ocorreu em Fevereiro e que esta aquisiçao de Domingos Névoa não tem qualquer relação com o concurso para operar os helicópteros. Mas o Departamento Central de Investigação e Acção Penal, apoiado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, suspeita que Miguel Macedo, antigo ministro da Administração Interna, terá dado informação privilegiada sob a forma de um email enviado ao seu antigo sócio Jaime Gomes, com o caderno de encargos do concurso internacional, semanas antes da publicação do anúncio, em Julho de 2014.

O que é certo é que a Everjets acabou por apresentar o valor mais baixo e foi-lhe adjudicado o contrato.

A venda da Everjets foi mantida em segredo até agora. Era o grupo Ricon que anteriormente detinha a Everjets.

Domingos Névoa foi condenado por corrupção activa no caso Bragaparques mas acabou por não cumprir pena porque o processo prescreveu.