Assisto incrédula e preocupada ao aventureirismo, populismo e oportunismo de António Costa.
Os resultados finais das recentes eleições são já conhecidos. A coligação PSD/CDS-PP foi a força política mais votada: 38,57%, 107 deputados. Contudo, António Costa, que perdeu as eleições, quer derrotar o eleitorado que o derrotou.
As reuniões de António Costa com o PSD e com o CDS-PP, não correm bem, simplesmente, porque António Costa, não quer negociar coisa nenhuma, quer apenas ser Primeiro-Ministro, para camuflar a enorme derrota que sofreu no dia 4 de Outubro. Esteve bem o Dr. Passos Coelho ao pôr fim às negociações com o PS!
Já se passaram 11 dias desde que os portugueses foram chamados às urnas e o líder do PS continua num reboliço que tem deixado atónito o País, a comunicação social e os comentadores. O País já está a perder. Juros mais altos, incerteza nos investimentos, recuo na credibilidade externa. Costa não pode desbaratar o esforço que os Portugueses fizeram durante os últimos 4 anos.
Costa mantém reuniões secretas com o BE e com o PCP, vai para Bruxelas reunir-se com o Partido Socialista Europeu. Paralelamente, Catarina Martins segue-lhe os passos e vai falar com Tsipras para ter a sua solidariedade, reúne em Bruxelas com a Presidente da Esquerda Unitária, para a ajudar nas soluções para Portugal. Costa alia-se sem qualquer pudor aos partidos que sempre diabolizou, BE e PCP.
Mas, afinal, o que pensa esta gente? Enxovalhar o País? Isto não é sério! Impõe-se que Costa assuma as consequências da sua derrota, que deixe de fazer chantagem política e jogos político-partidários. A sua ambição pessoal não pode prejudicar o País!
Costa mantém a lógica frenética de ler ao contrário os resultados eleitorais, afirmando que os Portugueses disseram que “queriam mudar de políticas”. Isto não é verdade. Se, os Portugueses quisessem mudar verdadeiramente de rumo, teriam dado ao PS uma vitória expressiva. O resultado é óbvio: os Portugueses não confiam na governação socialista.
António Costa está perdido no seu populismo exacerbado e, ainda não percebeu, o quanto transborda de falsidade e falta de credibilidade.
O próprio António José Seguro encarregou-se de o demonstrar ao País. Veja-se o caso de Coimbra. Em 2013 Costa colocou a sua assinatura ao lado da do então secretário-geral do PS no Documento “Portugal Primeiro”, pacto com que recusou disputar a liderança a Seguro, e no fim da cerimónia fez uma declaração solene: “Estamos aqui juntos, juntos somos fortes, juntos somos imbatíveis, juntos venceremos tudo: autárquicas, europeias e legislativas.” Em janeiro de 2014, António Costa rasgou o documento.
Não é por acaso que dentro do próprio PS, não faltam pessoas que conhecem o seu percurso ziguezagueante.
Em Setembro de 2009, António Costa diz na RTP que deve governar “o partido que ganha as eleições”.
A um mês das eleições, no Correio da Manhã, a 4 de setembro, declara: “Quem ouvir o PCP ou o BE percebe que os dois partidos só têm um objectivo: combater o PS. São meros partidos de protesto, querem estar nas manifestações, mas não no Governo a resolver os problemas das pessoas.”
Três semanas antes das eleições, na SIC Notícias, no frente a frente com Jerónimo de Sousa, garantia haver “uma divergência de fundo com o PCP” pelo facto dos comunistas proporem a saída de Portugal do Euro. “No próprio programa do PCP estão enunciadas as consequências da saída do euro e as consequências são draconianas”, afirmou António Costa.
Em que ficamos então Dr. António Costa? Na política não pode valer tudo!
Resta-me a esperança de que os socialistas de bom senso afastem este cavalheiro da liderança do PS. Até lá, façam o que é possível para travar este aventureiro. Façam-no pelo País!!
15 de Outubro de 2015
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