
Segundo dados que nos foram facultados pela Polícia de Segurança Pública da Madeira, no âmbito do dossier que ontem iniciámos, dedicado ao problema das drogas na Região, e que hoje concluímos, a PSP, na Madeira, tem verificado uma ligeira flutuação nas quantidades e tipologias de drogas apreendidas, tendo registado, no primeiro semestre de 2015, cerca de 30 detidos e mais de 80 outros intervenientes em crimes desta natureza.
A substância mais sinalizada pela PSP é o Haxixe, seguido da Liamba.
Esta tendência – sublinha a comandante regional da PSP, superintendente Madalena Amaral – acompanha as flutuações dominantes expressas no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) – Ano 2014, no que concerne referente ao Crime de Tráfico de Estupefacientes: este ilícito apresenta tendência de crescimento, tendo sido registadas ao nível nacional cerca de 5.000 apreensões, num total aproximado de 3.738 Kg de cocaína; 35 Kg de heroína; 32.848 Kg de haxixe e 6.739 unidades de ecstasy. No ano transacto, foram efectuadas 4.287 detenções pelas autoridades policiais.
“Em termos da Região Autónoma da Madeira”, reza a informação que nos foi facultada pela PSP, “sem embargo deste assunto ser melhor dirigido à Polícia Judiciária, entidade policial com robustas competências na investigação do tráfico internacional/nacional de estupefacientes, a PSP vocaciona também a sua
intervenção quotidiana para a prevenção (mormente através das equipas do policiamento técnico de proximidade), investigação e repressão – de índole criminal e ainda para o plano dos ilícitos de mera ordenação social – deste flagelo, de profunda
complexidade e implicações sociais”.
Em matéria de consumos ilícitos com enquadramento contraordenacional, o Comando Regional da PSP levantou mais de 100 autos no ano de 2014, tendo, no arco do primeiro semestre de 2015, remetido cerca de 60 autos de ocorrência à Comissão de
Dissuasão da Toxicodependência.
Complementarmente, informa a superintendente Madalena Amaral, a PSP tem desenvolvido várias iniciativas pedagógicas de sensibilização/informação junto de diferentes públicos-alvo, sobretudo através das equipas do modelo integrado de Policiamento de Proximidade, granjeando um acolhimento razoável dos parceiros sociais e dos destinatários das acções.
“Nesse contexto da prevenção da toxicodependência, temos estreitado a articulação com outras Instituições com interesses e responsabilidades na matéria, tal como a Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências do IASaúde, de modo a convergir numa actuação integrada e de molde regional”, refere.
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