CDS-PP relembra desalojados do 20 de Fevereiro

jose manuel rodrigues

O primeiro candidato do CDS/PP Madeira à Assembleia da República pelo círculo da Madeira, José Manuel Rodrigues, percorreu esta terça-feira várias freguesias do concelho em contactos com a população. No Laranjal, zona alta da freguesia de Santo António, José Manuel Rodrigues lembrou as vítimas do 20 de Fevereiro de 2010, prometeu empenho no sentido de realojar todas as pessoas que foram desalojadas e estabeleceu outras cinco prioridades.

Rodrigues disse que o melhor trabalho que o partido pode apresentar foi aquele que foi realizado na Assembleia da República pelos seus dois deputados, o próprio e o deputado Rui Barreto.

“Alertámos várias vezes para situações da Madeira, apresentámos propostas e vimos algumas aprovadas, que ajudaram a resolver problemas da Região. Soubemos também dizer não, quer ao plano de ajustamento financeiro da Região, quer ao aumento de impostos, quer a dois orçamentos de Estado, para 2013 e 2014”, disse.

Mas para os próximos quatro anos, José Manuel Rodrigues estabeleceu várias prioridades: o aval do Estado à renegociação da dívida da Região, quer ganhando mais tempo, com novos prazos, quer em termos da taxa de juro; a devolução pelo Estado à Região, da receita da sobretaxa do IRS para pelos madeirenses e portosantenses nos últimos anos; a autonomia fiscal para um sistema de impostos mais reduzido em termos de IVA, IRS e IRC, dando maior competitividade às empresas madeirenses; a garantia, por parte do Estado, do cumprimento do princípio da continuidade territorial, quer através da atribuição do subsídio aos transportes aéreos, quer aos transportes marítimos, fazendo com que os madeirenses sejam ressarcidos não ao fim de dois meses, mas de alguns dias; fazer com que o Estado financie a construção do novo hospital da Madeira; e que o Estado cumpra a Lei de Meios de forma íntegral.

“Não é possível que a RAM já tenha recebido 515 milhões de euros de verbas da UE e do Estado para a reconstrução depois da intempérie de 20 de Fevereiro de 2010 e que ainda existam famílias alojadas provisoriamente no bairro dos serviços prisionais e não tenham ainda uma casa definitiva. A prioridade das verbas da Lei de Meios devia ser para alojar as famílias, Esperemos que este novo Governo Regional o faça”, desejou.