Regresso à escola: presidente do SPM preocupado com professores vítimas de injustiças

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Francisco Oliveira recomenda aos professores sem trabalho que se associem ao seu Sindicato.

Francisco Oliveira é um sindicalista inquieto com os seus pares. Em vésperas de abertura de mais um ano letivo, assume-se preocupado com os professores que foram vítimas de injustiças. O presidente do SPM está diariamente no terreno, no contacto com os associados, e tem testemunhos de professores que dizem ter medo de denunciar certas injustiças sob pena de sofrerem retaliações futuras.

Num breve testemunho ao FN – na espiral de reuniões e contactos em que se desdobra no SPM – tirou uns minutos para deixar algumas notas de reflexão sobre a classe e o novo ano letivo.
 

Funchal Notícias – Se fosse aluno, como encararia este novo ano letivo?

Francisco Oliveira –  Como sempre encarei: com ansiedade, com algum nervosismo e receio de falhar, mas também com esperança e uma grande vontade de aprender muitas coisas novas que me permitissem alimentar os meus sonhos.
FN – Como sindicalista, quais as suas apreensões na abertura do ano escolar?
FO – Muito preocupado com os colegas que afirmam ter sido vítimas de injustiças nas colocações, mas que não têm coragem de denunciar abertamente as injustiças de que se queixam por medo de serem prejudicados em concursos futuros.
FN – Como comenta o desempenho do novo secretário da educação?
spm1FO – Não comento, ainda é muito cedo para o fazer. No entanto, parece-me haver abertura para discutir abertamente com os parceiros sociais.
FN – O que recomenda aos 200 professores que ficaram sem colocação?
FO – Que se juntem ao SPM e que continuem a reclamar a sua inclusão nas escolas da RAM, porque, atendendo a que já saíram 200 professores para o continente e para a aposentação, o seu trabalho é fundamental para que as escolas ofereçam as melhores condições aos nossos alunos.