
* Com Rui Marote / Corre no Tribunal um pedido de insolvência ao Marina Shopping, ex-Centro Comercial do Infante.
Os seguranças do empreendimento comercial – num total de cinco – interpuseram uma ação de insolvência devido a vários meses de atraso no pagamento dos respetivos salários.
A propriedade atual do imóvel está nas mãos do Banco BCP-Millenium. Tudo porque os anteriores proprietários, de sobrenome Borges, também acionistas da Praça de Touros Monumental, em Lisboa, terem abandonado o imóvel por dívidas acumuladas a fornecedores, passando o imóvel para a posse da banca.

Quando surgiu, na década de 80, o Centro Comercial do Infante foi uma referência para o comércio na cidade, associado também à venda de escritórios e apartamentos. Vivia-se o tempo da novidade das grandes superfícies e, em consequência, a adesão do público foi significativa.
Segundo dados consultados pelo FN, a empresa Centro Comercial do Infante Lda iniciou a sua atividade em 1982, com um código de atividade económica de arrendamento de bens imobiliários.
Os tempos passaram, a concorrência aumentou, mais e modernos shoppings foram povoando a cidade e o antigo Infante foi ficando para trás na afluência da clientela, em todas as suas vertentes.
Pouco movimento, lojas fechadas, espaço degradado sem a preocupação ou disponibilidade financeira de os titulares procederem à urgente remodelação para competir com as suas congéneres, o Infante, como é mais conhecido, foi ficando para trás nas preferências dos madeirenses e turistas, acumulando gradualmente um passivo junto de fornecedores.
Por outro lado, de vez em quando, a zona habitacional do Marina Shopping tem sido motivo de notícia por distúrbios e mau usao dado a alguns apartamentos que perturbam a vizinhança, o que levou a PSP a intervir.
Neste momento, o passivo pesa sobre o imóvel, tendo por isso ficado nas mãos da banca. No entanto, são ainda alguns os estabelecimentos comerciais que estão no ativo no Marina Shopping e que tudo fazem para manter o espaço em funcionamento, apesar das dificuldades internas e da própria crise de mercado.
A segurança ao edifício é fundamental, uma vez que, com a baixa de movimento e encerramento de lojas, há delinquentes que procuram o espaço como refúgio. Agora com a ação em tribunal dos seguranças que prestam serviço ao imóvel, resta saber como ficará este ponto comercial na cidade.
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