Obra de pastor parada, junto à Polícia, há quase 15 anos

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Uma imagem que se mantém há cerca de 15 anos. Fotos DR.

Entre a Rua da Infância e a Estrada Conde Carvalhal, um empreendimento imobiliário privado que ocupa quase um quarteirão está há cerca de 15 anos com a construção parada. Sendo privado, a intervenção da Câmara está limitada, desconhecendo-se se pagam os impostos municipais devidos, mesmo inacabados. Mas continua a prevalecer como uma mancha inestética na paisagem urbana, que revela bem os “frutos” da crise do boom da construção da Madeira Nova.

O imóvel quase que está “a paredes meias” com o edifício do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública da Madeira, na rua da Infância. E não deixa de ser um péssimo cartão de visita da cidade, até pela fachada longe de estar acabada e com evidentes sinais de degradação.

O FN apurou que esta empreitada é de chancela particular. Quando surgiu a obra, comentava-se que um pastor sul-africano era o titular do investimento com o objetivo de construir apartamentos e escritórios para arrendar. Licença dada, obras no terreno e depois, depois, tudo parou.

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A construção abandonada situa-se junto ao imóvel da Polícia de Segurança Pública.

Como acontece em muitas obras da cidade, esta não deverá fugir à regra. O boom da construção que converteu a Madeira Nova num estaleiro levou à profusão de edifícios imobiliários. Com mais ou menos exigência das câmaras, lá foram nascendo os imóveis que deram depois lugar a apartamentos e lojas. Mas os tempos que se seguiram forma de retração económica, porque a crise obrigou a banca a fechar a torneira dos empréstimos e muitas são as construções nesta cidade que ficaram a meio.

Sendo um imóvel privado, como outros, o poder público tem limitações para intervir. Mas não deixa de ser uma “mancha” na paisagem urbana, a que o pode público deveria intervir para pedir uma definição de investimento. Outra coisa que urge saber é se este como tantos outros imóveis no ar, parados e degradados estão a pagar os impostos – como o implacável IMI – às entidades competentes.

Curiosamente, as forças políticas partidárias da Região têm esquecido, nas suas muitas intervenções públicas, estes prédios abandonados numa Região que se deffronta com carências habitacionais sérias.