JPP denuncia mau aproveitamento das fortalezas transferidas para a RAM

Nelson Verissímo
Foto: Celso Caires

O JPP desenvolveu, esta quinta-feira, uma ação política sobre a utilização dada pelo Governo Regional a algumas fortalezas transferidas pelo Estado, para o Património da Região.

Nelson Veríssimo, cabeça-de-lista da candidatura do JPP para a Assembleia da República, referiu que, em geral, “tem havido um mau aproveitamento das fortalezas transferidas para a Região”. E exemplificou:

– O Forte de Nossa Senhora da Conceição, na Pontinha, entregue à RAM em 1992 para atividades culturais, foi descaracterizado para ali funcionar um restaurante e discoteca, tendo sido construídos uns barracões inestéticos com impacte negativo na paisagem. Até um guindaste de fabrico inglês, de meados do século XIX, com valor patrimonial, foi desmontado, desconhecendo-se o seu paradeiro.

– A Fortaleza do Pico, entregue à RAM em 2014, foi vandalizada, por negligência do Governo Regional, e o concurso de ideias para a sua reabilitação resultou em nada, porque foi mal concebido.

– O Forte de Nossa Senhora do Amparo em Machico transformou-se em Gabinete Europeu da Madeira, à responsabilidade da eurodeputada socialista, com rara frequência. O Forte de São João Baptista, também em Machico, que iria ser transformado em pousada, tem as obras de recuperação paradas há vários anos.

– A Fortaleza de São Tiago, transferida para a RAM em 1992, vai agora perder o Museu de Arte Contemporânea do Funchal, ficando a Zona Histórica de Santa Maria e a cidade do Funchal culturalmente mais pobre.

Nelson Veríssimo questionou também a futura utilização desta fortaleza: “Aquando da sua transferência, ficou consignado que serviria propósitos culturais e albergaria uma exposição permanente de âmbito militar.” Para o cabeça-de-lista do JPP seria inadmissível transformar toda a fortaleza num amplo restaurante para festas de casamento, batizados e outros afins.