Portefólio: espaços de lazer que faltam à cidade

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Na Quinta Vitória, frente ao Casino, esplanadas e floreiras ocupam a via pública, com algum exagero. FOTOS: Rui Marote

A cidade do Funchal é incontestavelmente um espaço urbano muito aprazível. Os progressos nos últimos anos têm sido tremendos. Os forasteiros, em particular, sabem bem avaliar o salto qualitativo que a cidade tem dado nos últimos anos, como aliás este Portefólio tem documentado desde 1 de agosto. No entanto, esta abordagem ficaria incompleta se não referíssemos os espaços de lazer que fazem falta à cidade.

Desde os tempos do autarca Albuquerque, as ruas fecharam-se parcialmente ao trânsito para que os cafés se expandissem com as suas esplanadas. Uma opção válida e na maior parte das situações acertada. Acontece que há casos de absoluto exagero. Na Fernão de Ornelas, há cadeiras e mesas quase a coabitar com os carros que circulam na exígua via pública. Mas não só. Se olharmos para o novo edifício e concorrido edifício Quinta Vitória, frente ao Casino, as esplanadas vão galgando a via pública e, como se não bastasse, também foram colocadas floreiras que não libertam espaço. O FN sabe que passou a ser uma zona muito frequentada pela cidade. Mas, sim às esplanadas, sem exagero, e sem mais floreiras.

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Foto in jornaldamadeira.pt

Na zona turística, a velhinha Quinta Magnólia continua a clamar por uma solução para livrar-se do estado de abandono e degradação em que está votada há anos consecutivos. Já se divulgou vários projetos, todos gorados para a zona.

Outra referência da cidade é o complexo balnear do Lido. Os temporais rebentaram com um espaço de grande acesso ao mar por parte dos cidadãos e ainda hoje continua à espera de  uma intervenção célere e eficaz. Já caminhamos para o fim deste verão, sem solução à vista.

Estádio dos Barreiros
O Estádio do Marítimo prescindiu da pista de atletismo que faz falta à cidade.

A remodelação do Estádio dos Barreiros retirou ao Funchal a única pista de atletismo que a cidade possuía. Os atletas continuam à espera que se encontre uma alternativa aos Barreiros, inclusive através de uma petição pública.

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Lido: à espera das necessárias obras.

Ainda no âmbito do desporto, e apesar de ter sido uma opção inserida nos projetos do Orçamento Participativo da CMF, os skaters reclamam um espaço próprio para não terem que usar, ao improviso, a Praça do Povo. Por outro lado, o troço final da ciclovia, entre a Estrada Monumental e baixa da cidade, carece de ser concluído.

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Sem pista própria, os amantes do skate improvisam na Avenida do Povo.

Sem dúvida que a cidade também já conta com inúmeros espaços de lazer que são uma mais-valia: lembramo-nos de relance dos campos de padel, do teleférico, dos estádios de futebol, de áreas para o parapente e asa delta, entre outras estruturas. Mas ainda há muito que fazer.