Milhares de brasileiros pedem a demissão de Dilma

 

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Foto: Sebastião Moreira/EFE

O Brasil voltou a sair à rua para mostrar o descontentamento em relação à presidente Dilma Rouseff. Dados da Polícia Militar, citados pelo jornal “Folha de São Paulo”, indicam que cerca de 600 mil pessoas estiveram em protesto, mesmo sem contar com algumas das principais cidades como o Rio de Janeiro ou Recife.

Em causa está a operação “Lava Jacto” com suspeitas de corrupção que colocam Dilma Rousseff sob suspeita. Especula-se que a campanha de Dilma possa ter recebido “subornos” da Petrobrás. A presidente do Brasil não foi alvo de investigação, mas há relatos de testemunhas da “Lava Jato”, que falam de operações ilegais envolvendo o Partido dos Trabalhadores que apoiou a candidatura presidencial.

Estas suspeitas podem levar a um processo de investigação das contas da presidente. No caso de haver confirmação dos indícios pode levar a um processo de destituição.

Relembre-se que em 1992, Fernando Collor de Mello, presidente brasileiro, protagonizou um processo inédito de destituição presidencial na América Latina. Em causa esteve a transferência de dinheiros públicos para o universo de empresas de Paulo César Farias, tesoureiro de Fernando Collor de Mello.

A insatisfação da população chegou às ruas e para isso houve duas entrevistas muito importantes. A de Pedro Collor, irmão do Presidente, que denunciava à revista “Veja” as práticas de corrupção. E a do motorista de Fernando Collor de Mello, que as confirmava. Por este caminho e com tanta insatisfação popular Dilma Rousself pode passar por um processo semelhante.