PPM na corrida eleitoral para cimentar causa monárquica na Região

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João Noronha tem 41 anos, é licenciado em Direito mas é, atualmente, empresário. Fotos DR.

O Partido Popular Monárquico (PPM) é uma das 16 forças políticas que vão a votos a 4 de Outubro pelo Círculo Eleitoral da Madeira. O cabeça de lista é João Noronha que, em entrevista ao Funchal Notícias, traçou como objectivo expandir a causa monárquica na Região, mais do que ser eleito para São Bento.

Funchal Notícias: Quem é o João Noronha?

João Noronha: João Noronha, 41 anos, licenciado em Direito, atualmente empresário. Divide a sua vida entre o Continente e a Madeira sendo que a família materna é natural do concelho de Seixal e a paterna da ilha da Madeira. Vive na freguesia do Caniço e está na política ativa desde os 18 anos. Sempre defendeu a causa monárquica.

joao noronha3FN: Com que objetivo o PPM concorre pelo Círculo da Madeira?

J.N: O PPM em 41 anos da sua história conseguiu recentemente a eleição da sua primeira direção regional. Desta forma, pretendemos que o partido se assuma como uma alternativa credível na região e assim cresça politicamente. Consciente que estamos longe das nossas possibilidades de eleger um deputado para a Assembleia da República, não descartamos de forma alguma um bom resultado e que os nossos ideais juntamente com o nosso programa possam vir a ser uma ajuda para todos aqueles que forem eleitos, mesmo falando dos nossos adversários. Assim, queremos assumir com os madeirenses e porto santenses uma política idónea, responsável e de crescimento na nossa região.

F.N: Quais são as cinco principais medidas que, em nome da Madeira, merecem ser defendidas na Assembleia da República?

J.N: A questão da saúde é para nós de grande importância, visto que perante estes anos tem sido esquecida e o novo hospital é o exemplo disso mesmo. A educação que necessita de um novo impulso para que os nossos jovens possa vir a ter melhores resultados, ao contrário do que se verifica. Defender a nossa autonomia, propondo defender inclusivamente o falar madeirense. Apostar na descida do desemprego, a maior do país, procurando apoiar o crescimento das micro, pequenas e médias empresas e empenharmo-nos por manter um turismo, cada vez mais, de maior qualidade. Investimento em larga escala na ZEE. Apostar na criação de laboratórios de investigação e produção no campo da farmacologia, da cosmética e da etnobotânica. Trabalhar ao nível da ação social e combater eficazmente as grandes diferenças sociais existentes na nossa região, em que o fosso de poucos ricos que mandam em relação ao resto da população é visivelmente notório.

João noronha2FN: Quem são e o que fazem os seis candidatos efetivos do PPM?

J.N: João Noronha, 41 anos, empresário. Lícia Azevedo, 37 anos, assistente de consultório. Rita Luís, 30 anos, assistente social. José Ferreira, 32 anos, cozinheiro numa unidade hoteleira. Fátima Mendes, 34 anos, atualmente desempregada. Carla Teixeira, 36 anos, empregada de hotelaria.

FN: Para serem eleitos são precisos 14 a 15 mil votos. O PPM tem tido uma votação residual a rondar os 1000 votos nos últimos escrutínios. O que fazer para que o ideal monárquico cative mais eleitores?

J.N: Seria absolutamente necessário chegar a toda a população, transmitir o nosso programa e ajudá-los a fazerem uma comparação da realidade de vida e das diferenças entre um reino e uma república. Em 100 anos a república portuguesa apresentou-nos um desastre logo no início da imposição do regime. De seguida, uma longa ditadura e atualmente um país que não soube evoluir para bem da maioria dos portugueses. Estão mais preocupados com os poderosos e com os bancos do que com o declínio da educação e saúde pública, em benefício de uma minoria. Um regime que facilmente se deixa corromper, que estabelece as suas próprias regras (só para alguns), deixando Portugal a ter que pedir ajuda pela terceira vez à Troika. O comum dos portugueses que trabalham, que sonham como qualquer pessoa, mas que se vêm julgados como responsáveis da atual decadência política e económica que o país vive. Alertar que ao contrário do nosso país, os reinos, principalmente os nórdicos, preocupam-se com uma saúde pública eficaz, com uma educação pública de futuro e em que a corrupção é quase inexistente. Um regime republicano que se diz democrata, mas que não permite na sua constituição que se referende o regime. Não obstante, alguns  partidos, em particular os de esquerda, julgam sempre de grande importância referendar os regimes dos reinos, quando isso já é permitido na sua constituição. O Municipalismo pilar importante e de maior proximidade com a população que desde o tempo da Monarquia foi e continua a ser fundamental para o desenvolvimento da sociedade e das nossas origens. Salientar à nossa população que a ecologia merece e deve ser defendida, ou não fosse o PPM o primeiro partido ecologista fundado em Portugal.

João noronha4F.N.: Quanto vai gastar o PPM Madeira nesta campanha?

J.N: Esta é uma boa pergunta, porque eu também gostaria de saber quanto é que os grandes partidos políticos vão gastar de facto. Vivemos numa altura de tantas dificuldades que o despesismo ao nível de campanhas eleitorais seria vergonhoso, principalmente quando se pediu aos pensionistas e reformados do nosso país que apertassem o cinto. Entre a gasolina que se gasta para falar cara a cara com os nossos eleitores, um cafezito metido no meio e uns quantos panfletos para que as pessoas não se esqueçam das nossas propostas, posso garantir-lhe que o PPM vai apresentar 6000€ (sem subvenção estatal) não só para a Madeira, mas para o país inteiro.