Faleceu Constantino Palma

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Faleceu hoje no Funchal, vítima de doença prolongada, Constantino Lopes Palma, antigo director do Instituto do Vinho da Madeira, uma personalidade conhecida pela sua gentileza e simpatia de carácter.

Constantino Palma era licenciado em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade Técnica de Lisboa e desempenhou diversos cargos públicos na Madeira, onde viveu durante décadas, apesar de ser natural do continente. Foi agraciado em 2005 pelo Governo da Região com uma medalha, pelos bons serviços prestados.

Depois da reforma interessou-se particularmente pela actividade literária, tornando-se um cronista regular na imprensa regional, crónicas essas que depois reuniria em livro.

Também publicou na área do conto e do romance.

Viveu até aos 9 anos de idade numa aldeia do Alentejo, recordações que cristalizou no seu livro ‘Alentejo a Ocra e a Cal”, lançado em 2010.

Adepto das viagens, evocou também numerosas impressões do Brasil, país que o atraía bastante, focando desde os terreiros de candomblé até múltiplas impressões sobre a terra, a história e as gentes.

Nos seus escritos também relembrou África, continente onde conheceu numerosas personagens que mais tarde evocou em crónicas e outros escritos.

Entre os títulos que assinou contam-se “A Penitente da Sé’, ‘Não deites teus sonhos fora’, ‘Porque choram os olhos de Uchida Matsumura’, para citar alguns.

Também publicou livros de natureza técnica, designadamente sobre o Vinho da Madeira (com Homem Cardoso).

Nos seus escritos de crónica e de ficção Constantino Palma preocupava-se em caracterizar humanamente as personagens, reais ou ficcionadas. Interessava-o a natureza mais profunda do ser humano e a forma como reagia face às dificuldades e privações. Procurava, por isso, ser um bom observador do quotidiano.

Desempenhou cargos de destaque no Rotary Clube do Funchal, agremiação à qual era dedicado.