“Namoro” Passos Coelho-Albuquerque continua na Festa do PSD no Chão da Lagoa

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À saída da comissão política do PSD, Rui Abriu disse “nim” à falada aliança PSD-CDS para as eleições nacionais. Foto Rui Marote

O PSD/Madeira reuniu a sua Comissão Polítca, tendo a visita do Primeiro Ministro sido destacada na agenda dos trabalhos. Segundo Rui Abreu, a passagem de Pedro Passos Coelho pela Ilha “revelou de forma inequívoca a vontade deste novo Governo Regional em encontrar soluções para problemas concretos que há demasiado tempo afetam o quotidiano dos madeirenses e dos porto-santenses”.

As relações entre Albuquerque e Passos Coelho estão de tal maneira bem encaminhadas que o Primeiro Ministro já confirmou presença na Festa do PSD, no Chão da Lagoa, a 26 de julho, na qualidade de líder nacional do partido.

Quanto a uma eventual coligação entre o PSD-CDS na Madeira para as eleições legislativas nacionais, o secretário geral do PSD/M adiantou que nada está decidido e que é um assunto agendado para mais tarde: “A existência ou não de coligação na Madeira,será decidida – entre o fim deste mês e o início do próximo – depois de consultados os órgãos do PSD/Madeira, levando em linha de conta a salvaguarda dos interesses da nossa Região, não estando em causa o nosso apoio inequívoco à coligação PSD/CDS que resgatou Portugal do pântano provocado pelos últimos governos socialista”.

Da parte do CDS-PP, José Manuel Rodrigues já manifestou abertura para dialogar.

Ainda sobre as medidas acordadas entre a República e a Região, a comissão política do PSD rejubilou com “o anúncio da criação de um teto máximo para as viagens aéreas dos residentes e, em especial, para as viagens dos nossos estudantes, é uma notícia que nos deve deixar satisfeitos. Conseguir um tecto de 86 euros para residentes e de 65 euros para estudantes, é um registo de realce que merece aplauso. Este modelo, que entrará em vigor até ao final desta legislatura nacional, é vantajoso para os madeirenses e os porto-santenses, repõe e corrige os aspectos tidos como mais negativos e que foram provocados pela inevitável liberalização e coaduna-se coma mobilidade exigida e com as justas aspirações e anseios da nossa população.Ficam mais protegidos os nossos estudantes – cujas viagens nos períodos de férias escolares atingiam preços exorbitantes – e os nossos doentes – cuja deslocação é, por vezes, uma necessidade impossível de calendarizar atempadamente.”

Quanto ao transporte marítimo, outro dos pontos em destaque nesta visita oficial, os membros da comissão política realça “a formação de uma equipa composta por elementos de ambos os governos que vai acelerar este processo, nomeadamente através da promoção de um concurso público internacional. Esta equipa terá por missão aferir quais as melhores condições para o restabelecimento de uma ligação permanente de pessoas e de mercadorias, em particular na definição dos melhores portos de entrada e saída, dos subsídios à mobilidade dos passageiros e dos apoios ao transporte de mercadorias. Mais uma promessa eleitoral do PSD/Madeira está em andamento”.

POr outro lado, o desbloqueio de 43 milhões de euros a que a Madeira tem direito, vindos do Fundo de Coesão nacional, “é outra boa notícia. Na verdade, o PSD/Madeira percebe muito bem os efeitos que o diálogo, a postura e a concertação política podem trazer na obtenção de resultados visíveis e de soluções justas capazes de corrigir assimetrias tidas como naturais e permanentes e que existem entre as diferentes regiões portuguesas. Se a isto juntarmos a aprovação recente do novo regime para o Centro Internacional de Negócios da Madeira, a Região vê garantido um conjunto de receitas que é decisivo para o seu futuro”.

Quanto ao novo hospital, “o PSD/Madeira entende que foram dados passos importantes para que uma nova unidade hospitalar seja uma realidade, tal como assumido na campanha eleitoral. O processo ainda agora começou, mas a vontade expressa pelos responsáveis políticos em querer contribuir para uma solução que agrade a todos – incluindo, naturalmente, os líderes dos partidos da oposição regional é um bom indício de que este assunto fundamental para os madeirenses terá uma resolução favorável a prazo”.


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