Tabalhadores do Jornal da Madeira apreensivos

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Da parte da Diocese, detentora de uma quota simbólica do JM, prevalece o silêncio. Foto Rui Marote

Os tempos que se vivem no Jornal da Madeira são de apreensão quanto ao futuro. Não é para menos. São dezenas de postos de trabalho que estão em questão e famílias com a situação cada vez mais precária.

O Governo Regional decidiu intervir neste periódico de forma gradual rumo à sua privatização. A decisão do governo de Albuquerque gerou descontentamento em alguns setores. Mas só quem não consegue vestir a pele do outro é que poderia supor que se poderia entrar no Jornal da Madeira abrutamente, sanear trabalhadores de forma impiedosa e arrancar do zero no dia seguinte, de forma privada e independente.

O Jornal da Madeira precisa de ter um outro papel na sociedade madeirense e um outro rumo ideológico, em nome da isenção e do pluralismo editorial. Não se trata de um ato de gestão selvagem mas um processo de reestruturação gradual e ponderada, numa lógica humanista dos valores inalienáveis do catolicismo.