JPP aponta baterias ao Governo de Albuquerque por causa do Jornal da Madeira

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O Movimento ‘Juntos Pelo Povo’ (JPP) já reagiu às mais recentes notícias do governo PSD-M, e não poupa o Executivo de Miguel Albuquerque às críticas, nomeadamente no que diz respeito à intenção – já em Fevereiro adiantada em primeira mão pelo Funchal Notícias, mas que faz hoje manchete no Diário de Notícias do Funchal – de continuar a sustentar com subsídios o Jornal da Madeira. De facto, já faz meses que Miguel Albuquerque manifestou, em entrevista ao FN, a intenção de assumir o passivo do JM, antes de possivelmente o entregar à gestão de privados.

Para a JPP, “o PSD que compõe o actual Governo Regional, (Miguel Albuquerque e Sérgio Marques) prometeu acabar com a subsidiação do Jornal da Madeira, que considerou inclusive, Miguel Albuquerque, um jornal que persiste “desbaratar o dinheiro dos contribuintes”. Resultado: o atual PSD falha nova promessa ao povo da RAM: continua a injectar dinheiros dos contribuintes – que pagam um prolongamento de um PAEF (assinado pelo PSD) – num jornal inteiramente custeado pelos contribuintes”.

No entender do Juntos Pelo Povo, o Governo Regional começa já a falhar o compromisso com os cidadãos, e “a intenção do PSD é de branquear a gestão ruinosa anterior. Abafar o passado, e presentear os madeirenses e os portos-santenses com uma nova manobra de diversão, e quebrando a confiança depositada pelos cidadãos”.

Por outro lado, o JPP questiona onde estão as medidas de criação de emprego na Madeira e no Porto Santo.

“De momento, a única intenção observada está a revelar-se, além dos cargos de confiança politica, na nova nomeação do Conselho de Administração do Jornal da Madeira. A única proposta de criação de emprego da Região está confinada à nomeação de um novo gestor do sorvedouro Jornal da Madeira”.

Por causa disso, o grupo parlamentar da JPP avançará com a proposta de uma Comissão Eventual sobre a situação do Jornal.

Para o novo partido JPP, a atitude do PSD-M situa-se em linha com a atitude do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, da família social democrata, que “vendeu” aos portugueses uma suposta renovação e um país novo, livre de compromissos com um passado e um futuro melhor.

“Venceu as eleições, e ditou sobre os portugueses uma carga de impostos, e o início da venda de sectores do Estado relevantes para economia e gestão de recursos. Passados mais de um mês sobre as eleições na Madeira, eis que o cenário pode ser ir ao encontro da escola social democrata tradicional. Prometer e cumprir o que lhes apetecer”, critica o JPP.

“O PSD prometeu a constituição de governo mais magro e menos oneroso, e a redução dos membros do executivo. Resultado final: o atual governo regional é mais numeroso, mais custoso aos contribuintes do que o anterior de Alberto João Jardim”, denuncia Élvio Sousa, dirigente do JPP.


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