Novo disco “Pânico-Ambiente”

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O Colectivo Casa Amarela, um colectivo artístico pluridisciplinar formado por quatro jovens madeirenses, anuncia o lançamento do disco “Pânico-Ambiente”, uma edição própria.

Depois dos respectivos álbuns de estreia a solo, os dois músicos madeirenses Aires e Rui P. Andrade juntaram-se para uma colaboração num género que ainda que presente nos dois percursos, manifesta-se como pouco explorado, o noise. Gravado sob o formato jam, o disco, “Pânico-Ambiente”, é o resultado de abordagens distintas ao género: por um lado o recurso ao processamento em tempo real do sinal captado via microfones de contacto, por outro lado os sintetizadores. Com pouco mais de 30 minutos de duração, o disco é constituído por duas faixas onde predomina o ruído maquinal em oposição a tímidas investidas de ordem. O disco foi lançado em formato digital e físico pelo Colectivo Casa Amarela, do qual os dois músicos fazem parte. O artwork foi feito por outro membro do colectivo, Mafalda Melim.

O álbum está disponível para escuta e download nos seguintes links:

http://www.mediafire.com/ download/v9oj6d1bl7d7cb9/ Aires_&_Rui_P._Andrade-_ Pânico-Ambiente.rar

https://casaamarela.bandcamp. com/album/p-nico-ambiente

Aires é o pseudónimo de um sonoplasta madeirense no activo desde meados da década passada. O projecto Aires tem apenas alguns meses de existência, no entanto representa anos de experimentação em áreas tão distintas como os sons digitais, samples e field recordings. O disco homónimo de estreia, lançado em Fevereiro de 2014 pela Enough Records, mostra essa evolução sonora em 30 minutos, divididos por três faixas e por um interlúdio.

Nascido em 1993, Rui P. Andrade é um produtor e sonoplasta madeirense. Foi parte integrante do trio de Noise/Black Metal Ecos, com os quais acrescentou três trabalhos à sua discografia. Mais tarde, da colaboração com Nelson P. Ferreira, editou “Ponta Gorda” e “White Mother”. É com base em guitarra e utilização de field recordings que tem vindo a construir a espinha dorsal dos seus registos. “Vessels” marcou o seu primeiro passo a solo, tendo sido lançado pela BRØQN em Dezembro de 2012.

O que dizem as críticas: “Pânico-Ambiente é um grande disco (de noise) porque nos capta sobremaneira as atenções durante meia hora, durante a qual o mundo desaparece. E não é tão bom quando é assim?”, Paulo André Cecílio, Bodyspace

“Pânico-Ambiente tem drones para andar.”, Davide Pinheiro, Mesa de Mistura