Externato Lisbonense em polvorosa

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foto Jornal da Madeira online

 

A comunidade docente está em polvorosa no Externato Lisbonense, no Funchal. Conforme apurou o Funchal Notícias, os professores estão unidos, ao ponto de todos os efectivos terem votado favoravelmente uma greve a principiar na última semana deste mês. Os docentes deverão paralisar dois dias por semana – à segunda e à quarta-feiras – durante quatro semanas, o que poderá causar uma situação desagradável, se coincidir com os exames nacionais.

O motivo de tanto desagrado, conforme soube o Funchal Notícias, prende-se com a aberta e aparentemente unânime contestação de Pedro Sousa, que exerce as funções de director executivo naquele estabelecimento de ensino. Alegam os docentes insatisfeitos que o mesmo pretendia implementar sistemas de ensino irregulamentados, entre outros “desmandos” que terão levado os professores a um estado de saturação.

Daqui a pouco, às 16 horas, Paulo Pita da Silva, que representa a comunidade docente, fará uima comunicação à Imprensa, dando conta do aviso prévio de greve, comunicado à Secretaria Regional da Educação e aos pais dos educandos.

“(…) o pessoal docente da entidade denominada Externato Lisbonense, pertencente a herança de Maria Teresa de Freitas França Ferreira, reunidos em Assembleia Universal, deliberam certas medidas a apresentar aos herdeiros da entidade patronal, bem como a convocação de uma greve”, reza o comunicado que será dado a conhecer em breve, e ao qual tivemos acesso.

Segundo o mesmo, “a constante ingerência do atual representante da entidade patronal, arrogando dessa qualidade de cabeça-de-casal, tem vindo a prejudicar a qualidade do trabalho dos docentes e educandos do Externato, pelas suas “constantes divagações sobre a forma e conteúdo da organização escolar e administrativa, bem como ingerência pedagógica”. Factor a que se atribui a “real diminuição efectiva de alunos”, desde 2011 até agora.

Os docentes exigem, pois, que os herdeiros decretem legalmente um interlocutor com para negociar claramente; e exigem a nomeação de um Director Geral, com exclusão do actual. Mais exigem uma separação completa da direcção executiva e da pedagógica, com total independência administrativa e hierárquica, definição do curriculum da escola, cumprimento das tabelas salariais e dos direitos e obrigações dos trabalhadores, e um projecto de melhoramento de instalações.

Dois advogados estão mandatados para negociar todas as reivindicações com os representantes dos herdeiros.

A greve, sublinham os causídicos, acontece apenas depois de muitas tentativas pacíficas de resolução e entendimento, e constitui uma medida drástica adoptada “com profunda mágoa”. Porém, os professores estão ainda abertos ao diálogo.