Madeira vai dar cartas no mercado de cruzeiros

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Eduardo Cabrita (primeiro à direita na mesa) considera a Madeira com potencial. Foto: Rui Marote

O diretor geral em Portugal da MSC perspetiva que o mercado de cruzeiros será, nos próximos tempos, muito favorável ao destino Madeira. Eduardo Cabrita acredita mesmo que o porto do Funchal deixará de ser apenas de posicionamento destes navios flutuantes que cruzam os oceanos para assumir um papel mais relevante.

O responsável em Portugal pela companhia italiana de cruzeiros refere-se ao facto de o Mediterrâneo perder alguma visibilidade no mercado, dados os últimos incidentes, nomeadamente com o atentado terrorista na Tunísia que levou a MSC a cancelar todas as escalas para este destino.

Eduardo Cabrita, que falava aos jornalistas após a assinatura do acordo de criação do Madeira Cruise Club, adiantou que a companhia tem cada vez mais escalas na Madeira, com embarques e desembarques, através do itinerário já existente e tendo por base o navio MSC Splendida. Mas ainda há muito para vir. Entre setembro e novembro, estão previstas mais cinco escalas do MSC, o que equivale a 1100 passageiros.

Neste momento, a companhia termina, com a próxima escala, a operação do MSC Harmonia. Os números totais relativos ao ano de 2014 apontam para esta realidade: 15 mil portugueses viajaram a bordo do MSC e a tendência é aumentar. Cada turista de cruzeiro deixa no porto pouco mais de 60 euros e o tripulante à volta de 20 euros. Uma contabilidade interessante para a economia regional.

Em termos globais, salienta o responsável português pela MSC, a percentagem de passageiros repetentes é menor que os anos anteriores mas tem aumentado o número de novos passageiros.

A presidente da APRAM, Alexandra Mendonça, revela também que, no cômputo geral das companhias que deverão atracar no porto do Funchal, estão previstas ainda 300 escalas. O porto do Funchal é cada vez mais competitivo e não é dos portos mais caros, assegura a responsável pela Autoridade Portuária.