Do carro de bois ao triciclo eléctrico

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Luís Rocha (texto)

Houve um tempo, não há muito tempo, em que os madeirenses, se viam alguém correr pela via pública (ou seja, fazer jogging) espantavam: fulano devia estar a fugir de alguém, se calhar. É que na rua ninguém corria. Era assim, e pronto.

Andar de bicicleta na rua, então, nem se fala. Eram preciso licenças assim, licenças assado, até uma placa de matrícula como a dos carros. E quem o fazia era esquisito.

Como os tempos mudam! Hoje, os pacatos cidadãos ilhéus evoluíram do carro de bois para os mais sofisticados meios. Hoje toda a gente corre na rua, anda de bicicleta, de triciclo, de trotinete, de trotinete a motor, de patins, e o número daquelas motitas jeitosas, as ‘aceleras’, quadruplicou. Resultado: já ninguém se espanta de ver passar o vizinho ‘a cavalo’ numa qualquer engenhoca.

De espantar é que ainda haja quem, com tanto veículo opcional, se dê ao trabalho de tirar longas aulas, práticas e teóricas, para poder andar ao volante de um carro…

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