PS critica executivo de Santa Cruz por empréstimo de 13,2 milhões e repetição de promessas

O  deputado municipal do PS em Santa Cruz, António Alves, questionou, na Assembleia Municipal de Santa Cruz que se realizou hoje 28 de Setembro 2026, a estratégia de investimento do executivo JPP, que pretende contrair um empréstimo de 13,2 milhões de euros, a pagar ao longo de 20 anos, para financiar onze investimentos no concelho.
Na sua intervenção, António Alves deixou claro que o PS não é contra o investimento, mas questiona a forma como o Município tem planeado e executado os seus projectos.
“Ninguém nesta Assembleia é contra o investimento em Santa Cruz, a começar pelo Partido Socialista. O que
questionamos é o planeamento, a execução e a repetição de promessas”, referiu o deputado do PS António Alves.
O deputado socialista apontou como exemplos a Praia dos Reis Magos e a Praça de Táxis do Caniço, duas intervenções que, segundo recordou, têm sido anunciadas e discutidas pelo executivo municipal há vários anos.
No caso dos Reis Magos, António Alves recordou que a intervenção era apresentada em 2017 como um projecto estruturante, que em 2021 tinha uma intervenção prevista de 360 mil euros, surgindo agora, em 2026, com uma
dotação de 2 milhões de euros.
António Alves salienta “um projecto apresentado em 2017, que em 2021 tinha uma intervenção de 360 mil euros e que em 2026 surge novamente com um investimento de 2 milhões de euros.” E questiona: “Quantas vezes é necessário anunciar a mesma obra até ela deixar de ser uma promessa e passar a ser uma realidade?”.
Já relativamente à Praça de Táxis do Caniço, o deputado recordou que a sua requalificação e a intervenção no centro do Caniço fazem parte do discurso político e do planeamento municipal há vários anos, desde 2021, surgindo agora com um investimento previsto de 4 milhões de euros.
António Alves chamou ainda a atenção para o facto de 6 dos 13,2 milhões de euros do empréstimo se destinarem apenas a estas duas intervenções.
“Governar não é anunciar. Governar é planear, calendarizar, executar e cumprir.”, considera António Alves.
Para o PS, a questão central não é saber se Santa Cruz deve investir, mas perceber, porque razão projetos sucessivamente anunciados continuam por concretizar e regressam agora associados a um empréstimo de longo
prazo.
O deputado socialista adiantou o que poderia ser uma tentação do executivo, em acusar o PS de aproveitamento político, face às considerações apresentadas. Mas já vai respondendo: “Não é aproveitamento político. São factos. O
aproveitamento político seria esconder os factos. E nós não o faremos.”
O Partido Socialista considera que os santacruzenses têm direito a saber quanto custam as obras, quando começam, quando terminam e quais os encargos que ficam para o Município durante os próximos 20 anos.
“Defender Santa Cruz é também exigir rigor na utilização de cada euro dos santacruzenses”, afirmou António Alves.
O PS reafirma que continuará a defender investimento e obras estruturantes para o concelho, mas exige planeamento, transparência, rigor financeiro e capacidade de execução.
Santa Cruz precisa de obras concretizadas. Não precisa de promessas que regressam de eleição em eleição acompanhadas de uma nova factura, condena o partido.

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