A Juventude do Juntos Pelo Povo (JJPP) veio considerar que as recentes declarações de André Ventura na RTP Madeira representam “um atestado de menoridade aos madeirenses” e lamentou “a postura colonialista” do líder do Chega, ao vir à Madeira “fazer análises e avaliações” ao desempenho do deputado do JPP na Assembleia da República, “como se os madeirenses não soubessem avaliar o mérito do trabalho reconhecido de Filipe Sousa no Parlamento nacional e precisasse de um provedor representante do poder centralista para o fazer”.
O vice-presidente da Comissão Política da Juventude do maior partido da oposição regional, Diogo Monteiro diz que “dispensa opiniões de partidos que querem comandar a Madeira a partir de Lisboa, como acontecia no tempo da outra senhora, restringindo a atuação e a autonomia da estrutura local, como confirmou recentemente o antigo líder do Chega-Madeira, agora também ele desavindo com o partido”.
Dizer que o deputado do JPP “não fazia nada” a nível nacional, “é contrariar a realidade dos factos” e os relatórios públicos sobre o desempenho dos deputados e dos partidos durante a sessão parlamentar que terminou em Julho.
A estrutura juvenil do JPP afirma compreender “uma certa azia” do líder do Chega, depois de recentemente Filipe Sousa ter conseguido que o presidente da Assembleia da República tivesse aceitado um requerimento para realizar uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro Luís Neves, elogiando o conteúdo e a argumentação do documento, e criticado a falta de fundamentação do requerimento do Chega com o mesmo fim.
“O líder do Chega não quer admitir a competência e o trabalho responsável do JPP, que apenas com um deputado produziu um requerimento cujo conteúdo foi elogiado pelo presidente da Assembleia e pelos comentadores dos diversos canais de televisão, porque isso colocou muitas dúvidas no público sobre as reais capacidades de um partido que tem uma bancada com 60 deputados”, sublinha a Comissão Política da JJPP.
A Juventude do JPP considera este episódio revelador da diferença entre ter uma grande bancada parlamentar e conseguir transformar essa representação em trabalho parlamentar eficaz, ao serviço das populações e da democracia.
“Ao contrário do deputado do Chega eleito pela Madeira, Filipe Sousa diz não precisar de autorização de nenhum diretório lisboeta para se levantar no Parlamento e defender a Madeira e os madeirenses, apresentar propostas concretas para resolver os problemas das populações, porque o trabalho do deputado do JPP não depende de autorização prévia de nenhum diretório nacional centralista”, salientam os jovens do JPP.
Para a Juventude do JPP, o número de deputados não pode servir como substituto da qualidade do trabalho parlamentar. A actividade do JPP na Assembleia da República não se resume apenas às propostas que tem apresentada e têm sido aprovadas, mas também ao facto de ter colocado a Madeira, a autonomia e os direitos dos portugueses das Ilhas no centro do debate político na Assembleia da República, “como nunca tinha acontecido, e isso também é reconhecido pela comunicação social”, referem.
A Juventude do JPP reafirma que a representação parlamentar também se mede pela capacidade de transformar um mandato em trabalho concreto, propostas e resultados para a população, conclui um comunicado.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





