A Juventude Popular da Madeira iniciou um ciclo de reuniões com cooperativas, associações, ordens profissionais e entidades dos sectores empresarial e social, procurando compreender os obstáculos que os jovens enfrentam para alcançar autonomia, aceder à primeira habitação e concretizar os seus projectos familiares na Região.
Sob o mote “Construir Futuro — Casa, Família e Natalidade”, a iniciativa pretende aproximar a estrutura juvenil das entidades que acompanham diariamente estas realidades, recolhendo contributos e identificando soluções para os desafios que condicionam a vida das novas gerações.
A COOHAFAL — Cooperativa de Habitação Económica do Funchal, a Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitectos, a ACIF — Câmara de Comércio e Indústria da Madeira e a APF Madeira — Associação para o Planeamento da Família estão entre as primeiras entidades que confirmaram disponibilidade para participar neste processo de auscultação.
O trabalho abrangerá diferentes dimensões de um mesmo problema: desde as dificuldades no acesso à primeira casa, os custos de construção e o papel das cooperativas habitacionais, até à autonomia económica, estabilidade profissional, conciliação entre trabalho e família, parentalidade e natalidade.
Para o presidente da JP Madeira, Leandro Silva, estas matérias não podem ser analisadas isoladamente, uma vez que as condições económicas e habitacionais influenciam diretamente as decisões pessoais e familiares dos jovens.
“Quando falamos das dificuldades dos jovens, não podemos olhar apenas para o preço das casas ou para os números da natalidade. Temos de perceber que condições existem para um jovem sair de casa dos pais, alcançar estabilidade, constituir família e concretizar o seu projeto de vida na Madeira”, afirma.
O dirigente sublinha ainda a importância do contacto direto com as instituições e da valorização do conhecimento de quem trabalha diariamente nestas áreas.
“Queremos ouvir quem conhece os problemas no terreno, perceber o que está a condicionar estes projetos de vida e identificar soluções concretas. Não queremos partir de conclusões previamente definidas, mas construir um diagnóstico sustentado na experiência das entidades que vamos ouvir”, acrescenta.
As reuniões decorrerão até ao próximo dia 8 de Outubro, estando previstos novos encontros com outras entidades ligadas à habitação, construção, mercado imobiliário, economia, família e natalidade, cuja realização será anunciada oportunamente.
A JP Madeira pretende dar conhecimento público dos principais assuntos abordados ao longo dos encontros, promovendo uma reflexão mais aprofundada sobre as condições necessárias para que os jovens possam construir o seu futuro na Região.
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