Vereadores da Câmara do Funchal exigem medidas contra poeiras provocadas por trabalhos na estrada de São João

Os vereadores Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas pediram a adoção de medidas urgentes para reduzir as poeiras e terras provenientes dos trabalhos que estão a decorrer numa escarpa na Estrada de São João, no Funchal, na sequência de uma denúncia apresentada por moradores de um edifício próximo.

Em comunicado, os vereadores referem que os trabalhos de manutenção são promovidos pela Câmara Municipal do Funchal e que, segundo os moradores, a quantidade de poeiras e terras projetadas durante a intervenção está a afetar a qualidade de vida no edifício.

Os residentes relatam a deposição de partículas nas habitações, áreas comuns e equipamentos, alegando ainda que a piscina do edifício teve de ser interditada devido à entrada de uma grande quantidade de poeiras e terras na instalação e nos respetivos sistemas de filtragem.

De acordo com a informação divulgada, os moradores dizem estar também diariamente expostos à inalação de poeiras e já terão comunicado a situação à Câmara Municipal, Proteção Civil Municipal, Bombeiros e à Tecnovia, entidade responsável pela execução dos trabalhos.

“Não é aceitável que os moradores tenham de suportar uma nuvem permanente de poeiras e terras quando existem medidas preventivas simples que podem e devem ser adotadas”, defendem Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas.

Entre as medidas propostas está a humidificação regular das terras e da escarpa com água, antes e durante as operações suscetíveis de levantar poeiras, desde que respeitadas as condições técnicas e de segurança da intervenção.

Os vereadores defendem também o reforço da proteção dos edifícios, equipamentos e áreas comuns, bem como a limpeza adequada das zonas afetadas.

Caso não seja possível assegurar a realização da intervenção sem colocar em causa a saúde, segurança e normal utilização dos edifícios próximos, Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas consideram que deverá ser ponderada a “suspensão temporária dos trabalhos até serem implementadas medidas eficazes de mitigação”.

“Uma obra pública não pode ser executada à custa da saúde, da segurança e da qualidade de vida de quem vive nas suas imediações”, concluem os vereadores, garantindo que irão acompanhar a situação e exigir uma resposta às entidades responsáveis.


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