A taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira fixou-se em 3,5% no segundo trimestre de 2026, constituindo um novo mínimo histórico e mantendo a Região com a taxa de desemprego mais baixa do País, refere um comunicado governamental.
Segundo os resultados do Inquérito ao Emprego relativos ao 2.º trimestre de 2026, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego na Madeira diminuiu 1,3 pontos percentuais face ao trimestre homólogo e 1,0 ponto percentual relativamente ao trimestre anterior.
Os dados mostram ainda que a população activa atingiu um máximo histórico de 142,8 mil pessoas, registando um crescimento de 4,8% face ao período homólogo, correspondente a mais 6,5 mil pessoas. O resultado, para o GR, demonstra que a redução do desemprego ocorre num contexto de maior participação no mercado de trabalho, reflectindo a capacidade da economia regional para gerar emprego e integrar um número crescente de trabalhadores.
“Os indicadores do INE voltam a confirmar a solidez do mercado de trabalho regional. A população ativa atingiu um novo máximo histórico, com 142,8 mil pessoas, o que significa que há cada vez mais madeirenses e porto-santenses disponíveis para trabalhar e, simultaneamente, menos desemprego. Este é um sinal muito claro da confiança das pessoas, do dinamismo da nossa economia e da capacidade da Região para criar emprego”, declara a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido.
No conjunto do País, a taxa de desemprego situou-se nos 5,3%, diminuindo 0,6 pontos percentuais face ao trimestre homólogo e 0,8 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior.
Entre as regiões do País, as taxas de desemprego mais elevadas registaram-se na Península de Setúbal (7,4%), seguindo-se o Norte e a Grande Lisboa (5,7% cada).
No oposto, a Região Autónoma da Madeira voltou a apresentar a taxa de desemprego mais baixa (3,5%), seguida do Centro e do Alentejo (4,0%), do Algarve (4,2%), do Oeste e Vale do Tejo (4,6%) e da Região Autónoma dos Açores (5,0%).
Para o presidente do Instituto de Emprego da Madeira (IEM), Pedro Gouveia, “estes resultados refletem o dinamismo da economia regional e o investimento continuado do Governo Regional na qualificação profissional, reforçando a adequação entre as competências dos trabalhadores e as necessidades das empresas. A Madeira consolida, assim, uma trajetória sustentada de criação de emprego e afirma-se, uma vez mais, como a região do País com melhor desempenho neste indicador.”
A secretária regional concui que “estes resultados representam mais oportunidades de emprego, maior estabilidade para as famílias e constituem um incentivo para prosseguirmos as políticas públicas que promovem a qualificação, a empregabilidade e a valorização do trabalho, assegurando que o crescimento económico continua a traduzir-se em mais qualidade de vida para os madeirenses e porto-santenses.”
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