A CDU empreendeu hoje contactos com a população no centro do Funchal para denunciar o escandaloso aumento do custo de vida e afirmar a necessidade urgente de medidas que travem a especulação e garantam melhores condições de vida para trabalhadores, reformados e famílias.
No decurso da acção de contacto, realizada na Rua Dr. Fernão Ornelas, o dirigente da CDU, Ricardo Lume, afirmou que “a Região Autónoma da Madeira é actualmente a região do país com a maior taxa de inflação, registando um aumento de 4,6% em relação ao ano passado, enquanto a nível nacional a taxa se fixa nos 3,3%”.
Ricardo Lume disse ainda que “a inflação global de 4,6% esconde aumentos muito superiores em setores essenciais”, apontando que “a habitação aumentou 11,6%, os transportes 12,4% e os produtos energéticos 13,4%”. A estes aumentos soma-se “o preço do cabaz alimentar, que nos últimos três anos aumentou mais de 50%”.
O dirigente da CDU denunciou que “perante esta realidade, o Governo Regional nada faz e não utiliza os poderes autonómicos conferidos pela Constituição da República e pelo Estatuto Político-Administrativo para defender os madeirenses da especulação dos preços”. Referiu ainda que “a Madeira é simultaneamente a região do país com o custo de vida mais elevado e com a média salarial mais baixa”.
Ricardo Lume criticou também os “lucros brutais” apresentados por grandes grupos económicos e multinacionais, referindo exemplos como a GALP, Jerónimo Martins, Sonae, Grupo Sousa, Grupo Pestana e AFA. Segundo o dirigente da CDU, “é para esses lucros milionários que são desviados os parcos rendimentos dos trabalhadores e do povo da Região”.
“O dinheiro que falta na carteira das famílias está a ser canalizado para engordar os lucros destas grandes empresas. Nos lucros das multinacionais não se toca. Mas nos bolsos dos trabalhadores, dos reformados e dos pequenos empresários a história é sempre a mesma: são sempre os mesmos a pagar a factura”, afirmou.
Ricardo Lume concluiu defendendo que a Região “não está condenada a esta realidade” e que “é possível travar o empobrecimento com medidas concretas de regulação e justiça económica”.
A CDU defende medidas imediatas para proteger os rendimentos da população, entre as quais:
- Regular os preços dos combustíveis, reduzindo as enormes margens de lucro das petrolíferas;
- Fixar o preço do gás de botija nos 20 euros, à semelhança do que já acontece em Espanha;
- Controlar os preços dos bens alimentares essenciais;
- Intervir nos spreads e nas comissões bancárias que sufocam milhares de famílias.
A CDU considera que “regular preços não é um crime — é uma necessidade social”.
“Crime é especular com as necessidades do povo. Crime é ser conivente com o empobrecimento dos trabalhadores e do povo da Região”, concluiu Ricardo Lume.
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