Caminheiros prosseguem na IX Volta à Madeira pelo Caminho Real

Está concluído o terceiro dia da IX Volta à Madeira pelo Caminho Real, numa etapa que ligou as duas históricas sedes de capitanias: Funchal e Machico. Na etapa que muitos colocariam na borda do prato, dado o seu traçado eminentemente urbano, há muitas pérolas escondidas no caminho, quer da arquitectura militar, quer na engenharia social.
A subida até à Capela das Neves fez-se na companhia de uma turma do Liceu Jaime Moniz, cuja vontade de descoberta dos Caminhos Reais mostra que existe futuro na defesa do património da nossa terra. Desde a Sé Catedral até à Montanha, desvendaram-se histórias que moldaram a nossa identidade insular como o ataque dos corsários franceses..
O dia foi profícuo em património edificado, com vistas às capelas do Corpo Santo, da Mãe de Deus e de São Pedro, bem como ao forte dos Louros e do Porto Novo. A Igreja do Socorro, casa do Santo padroeiro do Funchal, transbordava de beleza com uma homenagem ao bordado Madeira e às bordadeiras.
Inexcedível também, a hospitalidade que vamos recebendo, com imensas pessoas a nos transmitir mensagens de apoio e oferecendo poções energéticas e amizade. O dia fez-se longo, e a hora de inverno foi testada até ao limite, com o último grupo a chegar a Machico já depois do crepúsculo.
No final dos quase 30km de Caminho, foi tempo para um convívio na junta de freguesia de Machico, que generosamente nos confecionou delicioso e retemperador’machicarrão’. Um agradecimento especial ao presidente da Junta e sua equipa pelo acolhimento. Machico sabe receber.
Depois de tanto, o merecido descanso. Até porque amanhã é dia da IX Volta à Madeira pelo Caminho Real caminhar ‘por Santana dentro’.

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