
Em declarações à imprensa, o líder parlamentar do PSD/Madeira veio defender, uma vez mais, os interesses dos madeirenses e porto-santenses: “O PSD/Madeira não se verga ao centralismo de Lisboa, e continuará a colocar os interesses dos madeirenses acima de qualquer interesse partidário”, afiança Jaime Filipe Ramos. Afirmou ainda que “vivemos na Madeira por direito próprio, e não por benesse de Lisboa”.
Foi claro quanto às pressões que possam existir: “Não haverá nenhuma direção nacional do PSD, nenhum primeiro-ministro nem nenhuma liderança parlamentar que faça o PSD/Madeira recuar na defesa intransigente da Autonomia e da Região Autónoma da Madeira.”
O líder do Grupo Parlamentar do PSD/M afirmou que a discussão ontem realizada na Assembleia da República sobre o Subsídio Social de Mobilidade voltou a evidenciar a persistência de uma leitura centralista por parte da República, distante das necessidades concretas das regiões autónomas.
Jaime Filipe Ramos mencionou como particularmente relevante a aprovação da proposta da Assembleia Legislativa da Madeira, que fixa os tectos de 59 e 79 euros para estudantes e residentes, consagra o modelo one-way até 400 euros e elimina a exigência de declarações fiscais, medidas que o PSD/Madeira considera essenciais para repor justiça no regime.
O parlamentar assinalou, contudo, o voto contra do deputado do JPP eleito pela Madeira, à proposta da ALRAM, classificando essa posição como “um acto de grave incoerência política” e “uma absoluta traição à Madeira e ao seu povo”.
Em contraste, valorizou a posição dos deputados do PSD/Madeira na Assembleia da República que, mesmo perante reservas e divergências a nível nacional, votaram favoravelmente as soluções que defendem a Região.
O líder parlamentar reiterou ainda que a mobilidade dos residentes das regiões autónomas não pode ficar dependente da situação fiscal individual, sublinhando que “a mobilidade é um direito de cidadania e não uma benesse do Estado”.
Jaime Filipe Ramos concluiu garantindo que o PSD/Madeira continuará a combater qualquer visão centralista de Lisboa e a defender, sem hesitações, os interesses dos madeirenses e porto-santenses.
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