PCP insiste na sua luta para derrubar o Pacote Laboral

O PCP levou hoje a efeito uma acção de contacto com trabalhadores junto ao Plaza Shopping, no Funchal, pretendendo denunciar o chamado “Pacote Laboral” do Governo da República e afirmar a necessidade de valorizar o trabalho, os salários e os rendimentos de quem vive do seu esforço diário.

No decurso da iniciativa, Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, alertou que o novo pacote laboral “pretende piorar ainda mais uma legislação que já é profundamente prejudicial para quem trabalha”, tendo objectivos claros e graves: “perpetuar os baixos salários, facilitar despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar horários de trabalho, atacar direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectiva e enfraquecer a liberdade sindical e o direito à greve”.

O dirigente comunista referiu que os trabalhadores já demonstraram de forma inequívoca a rejeição destas medidas, exigindo a revogação das normas mais gravosas da legislação laboral.

Recordou, nesse sentido, a forte mobilização registada na Greve Geral de 11 de Dezembro, antecedida por várias acções de luta, como as manifestações de 20 de setembro, em Lisboa e no Porto, e a marcha de 8 de Novembro, em Lisboa, que contaram com a participação de milhões de trabalhadores dos sectores público e privado.

Para o PCP, perante as dificuldades sentidas pela maioria da população, o Governo e os partidos que o apoiam optam por agravar os problemas em vez de lhes dar resposta. “O ataque aos direitos é uma resposta aos interesses do grande patronato, para aumentar a exploração e a concentração da riqueza, à custa da degradação das condições de vida dos trabalhadores”, denunciou Ricardo Lume.

O PCP diz ser fundamental intensificar a acção reivindicativa nos locais de trabalho, exigindo melhores salários, valorização das carreiras e profissões e uma efectiva negociação coletiva, apontando como objectivo aumentos salariais de, pelo menos, 15% e 150 euros para todos os trabalhadores.

Na sua intervenção, Ricardo Lume mencionou ainda que “os problemas do País e da Região exigem um outro rumo”, considerando que a luta dos trabalhadores, do povo e da juventude é determinante para alcançar mudanças.

Nesse sentido, realçou a importância da manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para 28 de Fevereiro, que terá expressão também na Região Autónoma da Madeira, bem como das ações em defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, dos serviços públicos, do direito à habitação, da paz e da solidariedade entre os povos.

O PCP apela aos trabalhadores, às populações, aos jovens, aos democratas e patriotas para que se mobilizem contra esta política, em defesa dos direitos, da melhoria das condições de vida e por uma alternativa patriótica e de esquerda, assente nos valores de Abril.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.