Estepilha: o “Bom Dia” começa com os abusos de estacionamento

Rui Marote
Após uma noite ventosa e de chuva o Funchal amanheceu “lavado”. Queremos saudar hoje os trabalhadores que bem cedo reabastecem o comércio do centro do Funchal. Este Estepilha alerta: não pretende entrar em conflito ou substituir as forcas policiais. Apenas saudar o dia de sol e apontar o que está menos bem nesta urbe.
Com a cidade ainda escura, iluminada pelos velhos candeeiros, percorremos o trajecto Rua do Aljube – Rua Dr. Fernão de Ornelas. Ora, os abusos ao longo destas duas artérias (ver fotos) são impressionantes. Em cada 100 metros verifica-se uma infracção ao código de Estrada, com viaturas em cima dos passeios umas efectuando descarregamentos com camiões quase querendo entrar no interior do estabelecimento.
Os estacionamentos a essas horas são nulos e na faixa de rodagem existe espaço a cerca de cinco metros  da porta da loja comercial.
Mas os condutores preferem subir os passeios, danificando a calçada portuguesa que não esta preparada para suportar o peso dessas cargas. Funchal Notícias já muitas vezes noticiou essas manobras que acabam frequentemente com derrubes de postes de iluminação, e com danos a autómoveis estacionados.
Na Rua Dr. Fernão de Ornelas até os vendedores ambulantes fazem descarga nos passeios. Ao longo desta artéria as esplanadas recebem os seus primeiros clientes para o café da manhã com as viaturas em cima dos passeios a escassos metros das mesas da esplanada. Faz lembrar os anos 40, em que os automóveis estacionavam em frente ao Apolo. Até os vendedores ambulantes levam a carrinha à mesa expositora da fruta. Há quem estacione ate o sol raiar.
Estepilha! Conclusão: temos os passeios do centro da cidade, placa central, Avenida Sá Carneiro, Praça do Município, em estado danificado com lombas e quando chove surgem “lagos”, autênticas ratoeiras que levam todos os dias e todas as horas a quedas muitas vezes a obrigar a recorrer a uma unidade hospitalar.
Já nao bastam as lombas das raízes das árvores que provocam autênticas “montanhas russas”, como acontece em frente à GNR, na Avenida do Mar.
O Funchal é de todos nós e se não cuidarmos do que e nosso continuarão as reclamações, que chegam à Secretaria do Turismo relatando esses acidentes na premiada ilha do Atlântico.

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