Hoje, no DIA MUNDIAL DO CANCRO, precisamos de olhar para os números com honestidade e coragem. NÃO PARA APONTAR DEDOS, mas para percebermos que podemos e devemos FAZER MUITO MELHOR pela nossa vida.
Os dados mais recentes sobre os Rastreios Oncológicos na nossa Região (Madeira) mostram que estamos a deixar a prevenção para trás.
A adesão aos rastreios organizados — aqueles que salvam vidas ao detetar a doença antes de ela se manifestar — está preocupante (quando comparamos as 7 zonas do país):
*Cancro da Mama: Apenas 53,1% das mulheres aderiram (5.º lugar nacional);
*Cancro do Cólon e Reto: Apenas 41,1% realizaram o rastreio (5.º lugar nacional);
*Cancro do Colo do Útero: Apenas 43,5% participaram, a taxa mais baixa de todo o país (7.º lugar).
O que isto significa? Significa que muitos de nós estão a perder a oportunidade de um diagnóstico precoce. O rastreio não serve para “procurar doenças”, serve para garantir SAÚDE.
Como vosso Médico de Família, o meu apelo é simples:
Se recebeu a carta ou o convite, não ignore.
Se tem dúvidas, pergunte.
A literacia em saúde é a nossa melhor arma contra o cancro.
Vamos mudar estas estatísticas juntos? A sua saúde não espera.
Dr. Pedro Pereira
Medicina Geral e Familiar
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