Albuquerque indignado com posição do governo central no subsídio de mobilidade

O presidente do Governo Regional asseverou hoje que “nunca nos vergaremos a injustiças e a discriminações seja lá de onde vierem”, referindo-se aos problemas com o polémico subsídio de mobilidade. “Pela nossa parte, esperamos que a votação na Assembleia da República ponha fim a estes retrocessos, introduzidos pelo Governo da República, à nossa revelia”, afirmou.
Miguel Albuquerque falava na manhã de hoje, aquando do debate mensal na Assembleia Legislativa da Madeira, subordinado à temática “O novo regime do Subsídio Social de Mobilidade”.
Na oportunidade, Albuquerque assumiu que as alterações anunciadas pelo Governo da República, publicadas a 6 de Janeiro, “deixaram toda a gente estupefacta, representando retrocessos inadmissíveis e inúteis, quanto ao direito à mobilidade dos cidadãos residentes nas ilhas”, conforme salienta também uma publicação alusiva ao discurso, na página de facebook do Governo Regional.
Albuquerque entende ser inaceitável a alteração ao montante máximo do custo elegível dos bilhetes ‘one-way’, porquanto implica “encargos incomportáveis” para as famílias com estudantes a cargo no Continente, sobretudo nos períodos em que estes se descolocam a casa – Natal, Páscoa e Verão –, assim como a condição de não dívida à Autoridade Tributária ou à Segurança Social.
Reafirma que o que se esperava do actual Governo da República –, após oito anos e quatro meses em que, sob o jugo do Governos socialistas de António Costa, o subsídio Social de Mobilidade nunca foi revisto ou actualizado, – “era protecção e não um agravamento dos orçamentos das famílias Madeirenses e Porto-santenses, nomeadamente daquelas que já fazem um esforço assoberbante para assegurar a educação aos seus filhos”, declarou.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.