CHEGA diz defender os interesses da RAM no parlamento nacional

O líder parlamentar do CHEGA na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Miguel Castro, encontra-se, nesta tarde, na Assembleia da República, a participar na audição pública sobre o Programa de Trabalho da Comissão Europeia para 2026.

À margem desta audição, Miguel Castro disse que a presença do CHEGA-Madeira em Lisboa é essencial para garantir que a Região não é ignorada nas decisões europeias:

“A Madeira não pode continuar a ser lembrada apenas em discursos genéricos. É nossa obrigação estar presente, intervir e exigir que as políticas europeias tenham em conta a realidade concreta das Regiões Ultraperiféricas.”

Nesta audição, o CHEGA faz-se representar para defender de forma firme e responsável os interesses da Região Autónoma da Madeira, no âmbito do escrutínio das prioridades políticas e legislativas da União Europeia para o próximo ano.

O líder parlamentar do CHEGA-Madeira está a intervir com especial enfoque nas matérias que afetam diretamente as Regiões Ultraperiféricas, nomeadamente:
A coesão territorial e a necessidade de políticas verdadeiramente diferenciadas para a Madeira;

A insularidade e os constrangimentos estruturais associados aos transportes, à mobilidade e aos custos acrescidos;

A transição energética e climática, que não pode penalizar regiões com limitações geográficas e energéticas específicas;

A agricultura, as pescas, o mar e o turismo, sectores fundamentais para a economia regional que exigem regras ajustadas à realidade madeirense.

Sobre o Programa de Trabalho da Comissão Europeia para 2026, Miguel Castro é claro: “O documento reconhece formalmente as Regiões Ultraperiféricas, mas continua a falhar naquilo que é essencial: soluções concretas, financiamento adequado e medidas verdadeiramente adaptadas à Madeira.”

O deputado acrescenta ainda que a Região não pode aceitar políticas uniformes que ignorem os seus constrangimentos estruturais: “Não podemos aceitar que decisões tomadas a partir do centro da Europa agravem os custos de quem vive numa região insular. A transição energética, a coesão e o desenvolvimento têm de ser justos, equilibrados e territorialmente sensíveis.”


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