O Governo Regional da Madeira procederá a uma revisão profunda do Programa ‘Voluntariado Juvenil’, dinamizado pela Direcção Regional de Juventude. O anúncio foi feito esta sexta-feira, Dia Internacional do Voluntário, pela secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, no X Encontro do Voluntário, promovido pela Casa do Voluntário, no auditório do Museu de Electricidade.
Perante uma plateia maioritariamente jovem, a governante destacou o impacto do programa, que já envolveu cerca de 3.400 jovens desde a sua criação, dos quais cerca de 210 só em 2025. “Este programa tem provado a sua relevância, mas acreditamos que podemos ir mais longe”, afirmou.
A revisão da portaria que regula o ‘Voluntariado Juvenil’ terá quatro eixos centrais:
• aumentar a duração das missões;
• simplificar o acesso para jovens dos 14 aos 30 anos;
• alargar o leque de entidades parceiras;
• criar uma Bolsa de Voluntários para responder de forma rápida a necessidades emergentes.
“Assim, reforçamos a participação cívica dos jovens e damos um apoio concreto às entidades parceiras, contribuindo para a coesão social”, sublinhou Paula Margarido, enaltecendo ainda “o trabalho notável da Direção Regional de Juventude, pela sua atuação multidimensional, sempre focada na valorização do talento e dos sonhos dos nossos jovens”.
A governante recordou também a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que proclamou 2026 como Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável. Neste contexto, lançou um desafio à Casa do Voluntário: a realização de um novo Estudo de Caracterização do Voluntariado na Região Autónoma da Madeira, a apresentar em 5 de dezembro de 2026. Este novo trabalho sucederá ao estudo de 2019, que envolveu milhares de voluntários, dirigentes e instituições, e “ofereceu um retrato sólido da realidade do voluntariado na Madeira”.
A terminar, Paula Margarido recordou que “o Governo pode fazer muito, mas é com cada um de vocês que abrimos caminhos e chegamos verdadeiramente mais longe”. Sublinhou o papel transformador do voluntariado, que “transforma solidão em companhia e capacita para o futuro”.
Citando José Tolentino Mendonça, declarou: “Compaixão e fraternidade não são flores ocasionais. Compaixão e fraternidade são permanentes e necessárias raízes.”
E concluiu: “Que o voluntariado continue a ser, na Madeira, essa raiz profunda que nos sustenta como comunidade e nos projecta para o futuro.”
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