Estepilha: montras exibem dísticos quase desesperados em busca de empregados

  
Rui Marote
Estepilha, já lá vai o tempo em que os jornais diários exibiam uma página diária de classificados. Precisa-se, Vende-se e Compra-se. Hoje isso passou
à história. É ver nos vidros dos estabelecimentos os apelos quase desesperados:  “precisa-se de funcionária ou colaboradora de loja”.
Na paragem de autocarros de Santa Cruz não resistimos a fotografar o cartaz fixado com um apelo bem completo: “Precisamos para confecção de empanadas, ensinamos o trabalho, tem camioneta para o local de trabalho mesmo estando no desemprego; alguém por brincadeira acrescentou “emprestamos carro”.
Algumas destas ofertas chegam a estar fixadas no local de trabalho durante cerca de
um ano.
Queremos aqui recordar a Marcha do Mandrião:  “Eh lá trabalho, vai-te embora, Vai lá e deixa-me em paz, Vai lá ter com outro agora, porque eu sou um bom rapaz”.
E aqui vamos; no final do mês um novo estabelecimento de marca abre na Rua do Aljube. O proprietário não consegue funcionárias. Segundo ouvimos, para fazer face a isto contrata no continente funcionárias chinesas para trabalhar na Madeira…
E ainda não querem imigração?

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