Rui Marote
A família do Jornalista Amâncio Franco de Olim Marote doou à Direção Regional dos Arquivos, das Bibliotecas e do Livro (DRABL) 1.600 espécies bibliográfica (monografias, revistas e jornais), 8 caixas com 42 dossiers de recortes de imprensa e uma caixa com um pequeno conjunto de documentos, espólio representativo da vida e carreira do periodista madeirense.
Nascido em Machico em 1897, foi diretor, proprietário e redactor do Correio das Ilhas, tendo escrito sobre a economia da Madeira – banana, bordados e vinho.
Como preso político deixou a Madeira na década de 30.
Em Lisboa colaborou no Jornal do Comércio, Primeiro de Janeiro, O Século e na revista Portugal d´ aquém e d´ além-mar.
Faleceu na capital portuguesa em 1976.
Na Madeira, esteve ligado ao desporto, sendo um dos fundadores da Associação de Futebol do Funchal e presidente do Clube Sport Marítimo, em 1932.
Este espólio foi doado pela família através de uma sobrinha-neta, Judite Marote, no passado mês de Setembro em que participou o Secretário do Turismo e Cultura, Eduardo de Jesus.
Machico não foi esquecido e este filho da terra tem uma placa na residência onde nasceu e viveu, na Banda d´Além, um gesto simbólico da Câmara Municipal que dignifica a sua luta e perpetua a sua memória.
Em cerimónia realizada na passada sexta feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho através da família representada por um neto, Rui Marote e uma sobrinha-avô, Judite Marote, procedeu-se à doação do espólio à Biblioteca Municipal de Machico que assim reforça o seu papel como guardiã de memória coletiva, da história e da identidade do concelho de Machico.
O presidente da edilidade Ricardo Franco recebeu este espólio que ganha nova vida: deixa o domínio privado para se tornar património público, acessível a investigadores, estudantes, leitores e a todos os cidadãos que reconhecem na cultura um pilar essencial do desenvolvimento humano.
É fundamental que as novas gerações tenham a consciência que durante o antigo regime, a liberdade de expressão estava severamente limitada, e que profissionais como o jornalista Amâncio Olim Marote desempenharam um papel corajoso na defesa da justiça e da dignidade humana.
Este espólio que regressa à Madeira encontra nova morada: parte na Biblioteca Municipal de Machico e outra na Direção Regional dos Arquivos, das Bibliotecas e do Livro (DRABL) a qual já foi entregue.
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