
O grupo do PS na Assembleia Municipal do Funchal apresentou, na reunião de hoje, um voto de pesar pelo falecimento de Emanuel Jardim Fernandes, ex-presidente do PS-M e antigo vereador na Câmara Municipal do Funchal, o qual foi aprovado por unanimidade.
Na apresentação do voto, que coube ao deputado municipal Sérgio Abreu, o socialista referiu o percurso profissional de Emanuel Jardim Fernandes, um dos principais rostos do PS-M, não só enquanto líder, mas também no papel de deputado eleito ao Parlamento Regional (onde foi uma das grandes vozes da oposição na Região), à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu. Foi também vereador na Câmara do Funchal e, no último mandato público que exerceu, presidiu à Assembleia Municipal do Porto Moniz.
Conforme disse Sérgio Abreu, Emanuel Jardim Fernandes foi “um autonomista convicto, que acreditava que a política pode e deve ser exercida com proximidade, promovendo o envolvimento das pessoas, razão pela qual era apologista do reforço dos poderes das autarquias locais e defendia que o exercício dos mandatos autárquicos era uma forma de dedicação à causa pública tão digna e nobre como qualquer outro”.
Jardim Fernandes foi eleito, em 1980, secretário coordenador da Federação Regional da Madeira do PS (o equivalente ao actual cargo de presidente), tendo liderado o partido até 1993, cargo que voltou a ocupar em 1996.
O deputado municipal mencionou a forma determinada como, ao longo da sua militância partidária de cinco décadas, aquele sempre pugnou pelos princípios republicanos e da justiça social.
“Figura carismática, exemplo do inconformismo na luta pela justiça e pelos mais desfavorecidos, Emanuel Jardim Fernandes ficou indelevelmente ligado à história do PS-Madeira, através do reconhecimento como seu Presidente Honorário”, realçou, acrescentando que, “no exercício da sua actividade política, foi sempre combativo e cordato, mostrando que é possível, em política, apresentar e discutir ideias de forma assertiva e com elevação”.
Foi com base nesse pressuposto que procurou sempre soluções de compromisso e alcançar os consensos possíveis na defesa do superior interesse das populações, o que lhe valeu o reconhecimento e respeito entre os seus adversários políticos.
Além da aprovação do voto, foi cumprido um minuto de silêncio em sua homenagem.
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