Esta segunda-feira, 1 de Setembro, o Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal, recebeu a cerimónia de entrega do Prémio Municipal Manuela Aranha – Concurso Artístico Para a Igualdade de Género e a Não Discriminação.
Trata-se de uma iniciativa criada pelo Município do Funchal para incentivar a criatividade artística enquanto instrumento de transformação social e de promover o debate sobre as assimetrias de género ainda existentes. “A distinção, com uma abordagem interseccional e humanista, reforça o papel da arte como veículo para a mudança e para a valorização das diferentes expressões culturais”, realça a CMF.
O vencedor da 1.ª edição do Prémio foi o trabalho de pintura “Consciência una”, da autoria de Luís Paulo Camacho de Jesus, entregue pela própria escultora Manuela Aranha, figura de referência da cultura madeirense e voz de relevo na defesa dos direitos das mulheres na Região Autónoma da Madeira. O 1.º Prémio, atribuído nesta edição, tem o valor de 4.000 euros, salienta a autarquia.
Foram ainda atribuídas Menções Honrosas a quatro concorrentes: Carmo Isabel da Silva Milho, com o texto “Caminhos para a Igualdade de Género: Da Implementação de Políticas Públicas à Prevenção da Violência de Género”; Maria Elena dos Santos Pestana, com a obra artística “OA IGUALDADE”; Vanessa Tatiana Silvino Pita, com o texto “Quem programa o futuro? Pensar a (des)igualdade de género nas tecnologias de informação”; e Luís Paulo Camacho de Jesus, também distinguido com Menção Honrosa.
Na oportunidade, a vereadora com o pelouro da Área Social, Helena Leal, frisou que a atribuição deste prémio reflecte o compromisso do Município do Funchal com a promoção da igualdade de género e a não discriminação, direitos humanos consagrados na Constituição Portuguesa.
A autarca sublinhou que “a Câmara, com todos vós, e através da constituição do Conselho Municipal de Igualdade de Género e Não-Discriminação, bem como do Plano Estratégico aprovado em sede da Assembleia Municipal, tem vindo a trilhar um trajeto intersetorial, humanista e próximo das pessoas, procurando formas de inclusão e a verdadeira justiça social”.
Helena Leal acrescentou ainda que “este prémio pretende incentivar a criatividade dos nossos artistas, que através das suas obras nos apresentam as suas ideias, emoções e sentimentos sobre a Igualdade de Género e a Não-Discriminação. No Funchal, diz, há lugar para todos, e é na união da diversidade que encontraremos uma cidade cada vez mais próspera, desenvolvida e humanizada. É este o nosso grande objectivo”, concluiu, agradecendo a presença da escultora Manuela Aranha e de todos os elementos do júri e da sua equipa, desejando que a iniciativa seja “uma plataforma de abertura de novos caminhos e de novas oportunidades”.
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