A presidente da Câmara de Santa Cruz, Élia Ascensão, divulgou um ofício enviado à presidente da Administração dos Portos da Madeira (APRAM), relembrando contactos telefónicos anteriores em que solicitava a intervenção da entidade portuária em “duas situações que se estão a tornar insustentáveis e que carecem de solução urgente”.
“O espaço portuário localizado sob a placa da VR1, junto ao Aeroporto da Madeira, não é classificado como zona balnear, nem reconhecido oficialmente como praia de banhos, contudo é amplamente utilizado para acesso ao mar por banhistas”, aponta Élia Ascensão. “Face à significativa adesão de utilizadores, o Município tem assegurado a limpeza, varredura e recolha dos resíduos existentes no local, com uma frequência de três vezes por semana, no âmbito das suas competências em matéria de limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos. Importa, no entanto, que sejam abertas as casas de banho públicas existentes no local”, alerta a edil santacruzense.
“Essa zona, criada pelo Governo Regional, carece das respectivas infraestruturas de apoio, sendo que uma das condições mínimas seria a existência de sanitários que possam dar resposta às imensas famílias que escolhem aquele local para fazer praia. Não se entende, por isso, que existindo já os sanitários estes se mantenham fechados”, aponta Élia Ascensão.
A autarca refere, porém, que “este nosso pedido é acompanhado da nossa disponibilidade para assumirmos a limpeza dos respectivos equipamentos e colocar novas papeleiras no recinto, juntando assim esforços e fazendo uso de uma cooperação institucional activa em nome da qualidade daquela infraestrutura balnear e do serviço à população”.
Élia Ascensão informou ainda Paula Cabaço de que o Município de Santa Cruz desenvolve um Plano Municipal de Controlo de Pragas, com intervenção nas áreas urbanas do concelho, designadamente em zonas centrais e nas redes de
saneamento.
“Embora a zona em causa não esteja, até ao momento, abrangida por este plano, estamos também disponíveis para equacionar a sua inclusão, permitindo assim acções específicas de controlo de pragas, de forma a garantir condições adequadas de higiene e segurança para todos os que frequentam o local”, propõe.
A edil recorda que o Porto de Recreio ali existente foi destruído por uma intempérie e que desde 2015 aguarda reabilitação, ainda hoje sem concretização. Em 2021 chegaram a estar programadas obras no valor de 333 mil euros, mas apenas
foi feito o reforço dos pilares de suporte da via-rápida, mantendo-se aquela zona em constante degradação, apesar de estar num lugar vizinho à porta de entrada da Madeira, destino turístico por excelência, aponta.
A Câmara de Santa Cruz aguarda a colaboração da APRAM e reitera a disponibilidade da autarquia para a limpeza do espaço e para a colocação de novas papeleiras.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.









