Estepilha: nasce no PIZO um novo “cemitério de carros”?

Rui Marote
O Estepilha começa alargar a sua área de influência, chamado pelos seus leitores Desta feita abordamos a fronteira entre dois concelhos, Funchal e Câmara de Lobos. A Ribeira dos Socorridos é “terra de ninguém”.
Por falar em “cemitérios”, como vivemos alguns anos em África, e visitámos diversas coutadas e fomos à Gorongosa em missão de trabalho, ouvimos falar várias vezes nos cemitério de elefantes, para onde os mesmos se dirigiriam antes de morrer. Mas  essas histórias não passam de uma lenda.
Porém, o que aqui vamos descrever não é um mito, mas sim uma realidade.
Percorremos a pé desde velha Ponte dos Socorridos  até a nova ponte. Durante o percurso fotografámos desde a primeira paragem de autocarros  até a Empresa de Cervejas junto à ribeira, viaturas em aparente estado de abandono  “como os elefantes que deixam os dentes por velhice” à  sombra das árvores (ver fotos).
O Estepilha arrisca a dizer que são  quase mais carros avariados /abandonados  do que aqueles que circulam. Ao chegarmos à rotunda junto da lavandaria industrial deparámo-nos com estacionamento abusivo apesar de haver lugares vagos.
Resumindo: a estrada está transformada em parque de sucata ou veículos em aparente abandono junto da Lubripiso, ma firma de substituição de pneus e lubrificação e reparação de automóveis.
Diz-se em África que os parentes dos elefantes falecidos se mantêm por alguns dias numa manifestação pública de luto.
Quanto aos proprietários das viaturas, aguardam que o Munícipio  os reboque para a Meia Serra. Estepilha!

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