
«Contra factos, não há argumentos», afirmou, Cristina Pedra, na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, a decorrer na Freguesia do Imaculado Coração de Maria, ao intervir na apreciação e votação do ponto 4º da ordem dos trabalhos, que trata da Proposta de Deliberação – Prestação de Contas Consolidadas – 2024, lembrando a pesada herança que a anterior vereação deixou, mormente no que se refere aos 35 milhões de euros de facturas escondidas e não contabilizadas e ainda por pagar à ARM.
A presidente da CMF lembrou que esta deliberação, que envolve também as contas das empresas municipais, a saber, Frente Mar Funchal e Sociohabitafunchal, é um «requisito legal» e salientou o trabalho que o actual executivo municipal realizou no saneamento da FMF até porque, como destacou, em 2021, foi preciso injectar um milhão de euros na empresa municipal que gere os complexos balneares e os estacionamentos para poderem pagar salários, subsídio de natal, IRS e Segurança Social, no que foi «um brinde» deixado pela vereação anterior.
Desde então, como destacou a autarca, e fruto do «esforço» colocado na «reestruturação» e gestão ponderada e criteriosa da empresa, os resultados têm sido positivos e os lucros reinvestidos no bom funcionamento da Frente MarFunchal e nos serviços que presta.
Cristina Pedra apontou não só os resultados positivos de 463 milhões de euros na FMF, no ano transacto, como a excelência dos resultados da CMF, já que hoje apresenta mais de 2,6 milhões de euros positivos, como também uma maior capacidade de endividamento, superior a 52 milhões de euros, número que significa mais de 83% em relação a 2021.
A autarca realçou ainda a taxa de execução da CMF, no que se refere a investimento, já que a média, destes quatros anos, é de 53%, quando era de 42% no mandato anterior.
Recorde-se que as contas da CMF estão devidamente certificadas.
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