BE critica Secretaria da Inclusão e pretende saber quantas pessoas recebem RSI

O Bloco de Esquerda enviou hoje uma dezena de questões à Secretaria Regional de Inclusão sobre o rendimento social de inserção (RSI).
“Basicamente pretendemos saber quantas são as pessoas e as famílias beneficiárias; qual o valor médio atribuído por família; a caracterização dos beneficiários: faixa etária, área geográfica; quantos beneficiários do RSI trabalham e quantos têm capacidade elegível para exercerem uma actividade profissional”, refere Dina Letra, coordenadora regional do BE.
“Estes são os factos que importam saber e transmitir, bem como as medidas para inverter a situação de carência severa, a vários níveis, de muitas famílias do arquipélago da Madeira”, acrescenta.
“Não podemos deixar de condenar o ataque que a Secretária da Inclusão faz, mais uma vez, aos mais pobres da sociedade, num toque absolutamente populista e que não apresenta qualquer solução para as graves carências em que uma franja da população madeirense vive todos os dias”, comenta.
“As pessoas em situação de pobreza extrema e de fragilidade social precisam de apoio para garantir-lhes um mínimo de sobrevivência com dignidade e de ferramentas que as auxiliem a sair dessa condição e a ultrapassar as dificuldades.
Ninguém é culpado de ser pobre ou de nascer numa família com dificuldades económicas mais ou menos agravadas. Compete ao Estado, com políticas públicas, auxiliar os seus cidadãos”, preconizam os bloquistas.
“Já todos percebemos que a Secretária da Inclusão escolheu na sua cruzada os pobres como pedra de toque, não para prosseguir e construir políticas públicas de combate à pobreza e à exclusão social, como é seu dever e mandato, numa região que tem 1/4 da sua população em risco de pobreza, mas para estigmatizar com um populismo bacoco e petulante os mais pobres e miseráveis, num atentado à sua dignidade”, condena o BE.
“Depois de insultar as pessoas em situação de pobreza, rotulando-as de atrasadas mentais, bêbadas e toxidependentes, vem agora propor trabalho escravo, sim porque ser obrigado a trabalhar sem auferir um vencimento é escravatura, em troca de apoio social ou de um cabaz de alimentos. Os toques de populismo próprios de outros e novos tempos estão a meter no fundo profundo da gaveta a social-democracia”, sentencia o BE.

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