O socialista Carlos Pereira, deputado na República, publicou na sua página no facebook um lamento pela morte do padre Martins.
“Não sei como começar”, diz. “Talvez porque há dores que não se escrevem, apenas se sentem. O Padre Martins partiu hoje e com ele foi-se um pedaço da alma por onde andava. Na Ribeira Seca, em Machico , pela Madeira inteira . Mas há vidas que, mesmo no fim, continuam a acender caminhos. A dele é com certeza uma dessas. Quem se cruzou não se esquece e não ficou indiferente”, reflecte Carlos Pereira-
E prossegue: “O Padre Martins não era uma pessoa qualquer. Era um homem inteiro. Inteiro na fé, inteiro na palavra, inteiro na coragem. Foi mais do que um sacerdote, sabemos todos isso e ele mostrou todos os dias da sua vida. Na verdade foi um farol, um abrigo para tantos, mas sempre uma consciência incómoda. Nunca se rendeu à comodidade dos silêncios, nem ao conforto dos pactos. A sua voz era livre, e por isso era justa. Talvez por isso também foi tantas vezes, incompreendida. Em muitos momentos foi calado por um poder político que, incapaz de o dominar, escolheu persegui-lo ou ignorá-lo.
Mas ele não servia o poder. Servia a sua consciência e o seu povo”, concluiu.
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