Rui Marote
Desde há muito que utentes da Marina questionam a circulação possível naquele espaço, cuja inauguração deverá decorrer só depois do Verão, na nossa previsão.
Só abordamos este assunto agora uma vez que estão concluídos os trabalhos de acesso às embarcações. Embora existam cancelas electrónicas limitando entrada de viaturas na área de restauração assim como a recolha de lixo, os respectivos condutores vão enfrentar uma “gincana” com os obstáculos criados pelas floreiras.
Isto leva-nos a avivar os “cérebros” dos arquitectos que projectaram esta nova infraestrutura marítima.
Recordamos o dia 25 de Agosto de 1988, quando se verificou o incêndio dos Armazéns do Chiado.
Pode parecer não ter nada a ver… mas a Marina do Funchal e as embarcações que lá estão não estão imunes a risco de incêndio.
A Rua do Carmo, em Lisboa, era exclusiva a peões e continha canteiros altos de betão, fruto da obra polémica do mandato executivo de Nuno Abecassis, o que causou que o fogo se alastrasse rapidamente aos edifícios contíguos à Rua Garrett e o socorro fosse difícil.
Não queremos fazer futurologia prevendo a possibilidade de desgraças mas diz o ditado que antes que o mal aconteça corta-se a cabeça.
Assistimos por estes dias à entrada de viatura particular “invadindo” o cais em marcha lenta para descarregar material para o seu iate (ver fotos) Estas operações sucedem diariamente até para reabastecer barcos turísticos. E têm mesmo de acontecer, pois as pessoas têm de levar material até às suas embarcações. Mas hoje temos um cais degradado com cantarias danificadas, piso cheio de fendas e esburacado, vedação ferrugenta etc.
Se não se permite o acesso de viaturas à Marina sugerimos a compra de um carro apropriado, tipo carrinho de golfe, com atrelado, para efectuar a carga e descarga dos iates e outras embarcações atracadas. Ou já agora a cedência de uma moto quatro dos Portos que está armazenada e com pouca utilização.
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